A partir de uma história ocorrida nos anos 70, publicada em 12 de julho de 2006, no jornal O Liberal, de Americana (SP), envolvendo o prefeito local Abdo Najar, quando foi entrevistado na rádio local, num programa de domingo, dirigido pelo jornalista Geraldo Pinhanelli, no extinto Cine Cacique.
Quando era para atacar, Najar pegava pesado. Na entrevista, o chefe do Executivo bateu duro no presidente e redator do jornal, respectivamente Jessyr Bianco e Diógenes Gobbo. O jornal respondeu num texto debochado de Jessyr de um episódio de "Abdul entre os calouros", que foi publicado num sábado. O jornal ficava na Rua Washington Luiz, esquina com a Rua Fernando de Camargo. A lanchonete Ponto Chique era sempre o ponto de encontro dos políticos.
Najar era sempre a figura central ali. Estava "uma fera" com a publicação. O jornalista cometeu a insensatez de cutucar a fera, passando exatamente pelo local. Disseram que era uma provocação, mas, afinal, era o caminho para a redação.
Najar e sete pessoas que o acompanhavam estavam no Ponto Chic esperando o jornalista. No outro lado da rua, Gobbo apareceu e ficou parado na frente da antiga agência do Banco Comércio e Indústria, com seu pedaço de ferro, mas não queria enfrentar o canhão de bolso do adversário, que o havia chamado de covarde. Ficaram olhando um contra o outro numa cena ridícula, separados numa posição semelhante ao Velho Oeste. Coincidentemente, o jornalista era presidente do Clube de Paraquedismo "Os Canibais", que ficou famoso em todo o Brasil quando em 21 de dezembro de1969 promoveu na área de saltos do Aeroporto o casamento dos paraquedistas Renato Ernesto Simenaur com Leonor Rosano Bravalhere. Antes da solenidade, saltaram os noivos, ao padrinhos e o Padre Drós, Capelão da Brigada Aero-terrestre. O primeiro a saltar foi o coroinha. O tempo estava péssimo e noivo Renato foi cair numa plantação de abóboras, colhendo uma de presente para sua mãe Dona Gerda. Em terra, Padre Darós fez o casamento no hangar do Aeroclube.
O "Salvamento". Tudo isso para contar que o grupo de paraquedistas se reunia em Americana em todos finais de semana. Naquele sábado fatídico, Gobbo, mantendo-se estático na porta do Comércio e Indústria, eis que chega no seu "fusca" branco o paraquedista Pedro Lyra Millian, sócio do clube local e do G.D.P.M. da Polícia Militar, o qual representava a Instituição em festividades, solenidades, inaugurações e outros eventos, o mesmo da Cafeteria da Galeria 21 Center, grita seu nome, vai para o abraço e foi logo avisado: volte para o carro e vamos sumir daqui, o que foi feito o dia inteiro fora de Americana.
O incidente resultou em inquérito presidido pelo delegado regional de Campinas, dr. Armando Augusto Malheiro Lopes. No depoimento, Gabbo relatou os fatos, omitindo a barra de ferro. Nazar também negou que estivesse de posse do inseparável 38. O inquérito foi arquivado, ninguém provou nada. No seu depoimento, Nazar até elogiou o jornalista, mas atacou o jornal.