| Fotos: Douglas Reis |
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| Pré-candidata a presidente da República, Marina Silva esteve em dois compromissos públicos neste sábado, em Bauru |
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| Encontro na manhã de ontem no hotel Garden; na mesa, a partir da esquerda: Vera Lex, Marcelo Carbone, Giovani Muckus, Marina Silva, Clodoaldo Gazzetta, Mayra Fernandes e Luiz Pires |
Pré-candidata ao Palácio do Planalto pelo partido Rede Sustentabilidade, a ex-ministra e ex-senadora Marina Silva cumpriu, nesse sábado (10), agenda em Bauru. Em conversa com o JC, a potencial presidenciável falou sobre suas posições e propostas, além de avaliar o atual cenário político do País. Para ela, a descentralização de recursos, por meio da reforma tributária, é prioridade em relação à reforma da previdenciária.
Tal proposta se justifica, segundo ela, porque boa parte dos recursos fica, hoje, para a União. São os Estados e municípios, porém, que encaram as maiores atribuições na área da Saúde e Educação, por exemplo. "É preciso descentralizar. Precisamos de uma reforma tributária que atenda o princípio, em primeiro lugar, da justiça tributária, em que os que podem menos não tenham que pagar mais. E que atenda o princípio da simplificação, até para pagar tributos há burocracia", cita Marina, que deve oficializar sua candidatura em convenção eleitoral em julho.
PREVIDÊNCIA
A pré-candidata da Rede criticou ainda a forma como o atual governo tem encarado a questão da reforma previdenciária.
"O problema da Previdência é algo grave. Há uma dívida que não é pequena. A população vai envelhecer e precisamos de uma alternativa", pontua. "Mas não se pode ter uma reforma previdenciária onde não se combata privilégios, onde quem paga o preço são apenas os trabalhadores. E uma reforma que mexa com a vida das pessoas sem que haja debate com diferentes segmentos", defende Marina.
SEM TOMA LÁ, DÁ CÁ
Contrária ao presidencialismo de coalizão, Marina defende governos programáticos, e não pragmáticos.
"Não é na base no toma lá da cá. Precisamos de governo composto com os melhores do ponto de vista técnico, político e ético. Nas democracias evoluídas, as indicações são assim. E é com base nisso que um partido ou segmento fará com a que a sociedade valorize seu trabalho. Não porque vai ganhar uma diretoria ou um ministério", avalia.
POTENCIAL
Em terceiro lugar nas últimas duas eleições, ela obteve, em 2010, cerca de 19 milhões de votos e, em 2014, conseguiu pouco mais de 22 milhões de eleitores.
Fundadora do Rede, Marina admite que o partido ainda não tem estrutura, mas acredita que ocupará um bom espaço nas eleições 2018. Na última pesquisa de intenções de voto do Datafolha, a candidata aparece como a terceira mais votada, atrás de Lula e próxima ao índice atingido por Bolsonaro.
"Não temos dinheiro e nem tempo de TV, mas acreditamos que, nessas eleições, haverá uma grande derrota das velhas estruturas", afirma.
Com isso, a aposta do partido é de alianças com os movimentos como o Agora!, Frente Favela Brasil, Acredito, Brasil 21, Livres, entre outros. "O País é uma abstração, a gente tem que trabalhar com a ideia que existe o preconceito, contra negros, mulheres, índios, pobres e gays. E acho que a gente não deve aceitar o preconceito, por isso a Rede é comprometida com cotas e valoriza as mulheres", finaliza.
Agenda em Bauru
A agenda de Marina começou nesse sábado (10) às 9h com uma mesa de debates no Hotel Quality Garden, com o tema “Desafios do Desenvolvimento Sustentável no Interior Paulista”, da qual participaram o prefeito Clodoaldo Gazzetta; o representante estadual do Rede, Giovanni Mockus; a secretária do Meio Ambiente Mayra Fernandes; o diretor do Núcleo Gestor Luiz Pires; o diretor da Faac da Unesp de Bauru, Marcelo Carbone; e a docente Vera Lex, da Unesp de Botucatu. Na sequência, Marina participou do debate Rota Sustentável, na Câmara Municipal.
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