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O trabalho de recuperação de mananciais, executado pelo Programa Conservador das Ãguas na Bacia do Rio Batalha, vai ganhar destaque no 8º Fórum Mundial da Ãgua, que ocorre em BrasÃlia de 18 a 23 de março.
Participarão do evento o Secretário Municipal de Agricultura e Abastecimento, Chico Maia e o Chefe da Seção de Recursos Naturais da sagra, engenheiro florestal Gabriel Motta.Â
O evento tem como missão promover a conscientização, construir compromissos polÃticos e provocar ações em temas crÃticos relacionados à água para facilitar a sua conservação, proteção, desenvolvimento, planejamento, gestão e uso eficiente, em todas as dimensões, com base na sustentabilidade ambiental, para o benefÃcio de toda a vida na terra.Â
De acordo com o Secretário, a metodologia de elaboração do projeto e gestão do projeto tem sido recomendada pela Agência Nacional das Ãguas (ANA) como referência para outras prefeituras, consórcio intermunicipais e até para as superintendências da Caixa no estado de São Paulo.Â
â??No evento teremos um conjunto de órgãos financiadores de projetos nacionais e internacionais, e queremos ampliar a recuperação do nosso rio Batalha, que responde por aproximadamente 40% do abastecimento de água em Bauru. Ã? uma ação estratégica e urgenteâ?, afirmou Maia.Â
A prefeitura executa as atividades previstas no projeto de recuperação do rio Batalha, selecionado no Programa Produtor de Ãgua (PPA) da Agência Nacional de Ãguas (ANA). O projeto tem valor global de R$ 803.029,38, sendo R$ 700 mil repassados pela ANA e o restante como contrapartida financeira.Â
O projeto consiste no terraceamento de três glebas, duas em Piratininga e uma em Bauru (totalizando 40 hectares), além da confecção de caixas de contenção, com o objetivo de promover o controle das águas pluviais, evitando erosões e assoreamento dos afluentes do Batalha. Busca-se a infiltração e o reabastecimento do lençol freático, a manutenção de 4,37 quilômetros da estrada rural Bauru-Piratininga, criando dispositivos de drenagem e o disciplinamento das águas pluviais, evitando a perda do solo e o assoreamento.Â
O projeto prevê ainda outras etapas que consistem no cercamento (10 quilômetros de cerca do tipo Paraguaia) e recomposição florestal das Ãreas de Preservação Permanente (APPs) de nascentes e córregos, com o plantio de 25.186 mudas de espécies nativas arbóreas, distribuÃdas em nove propriedades rurais da bacia.
"Todas essas ações são práticas de manejo e conservação do solo que visam a proteção dos afluentes do Rio Batalha para garantir a oferta hÃdrica na lagoa de captação", explica Gabriel Motta.
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