Política

Servidor: governo tentará repor inflação

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

Aceituno Jr.
Advogado Francisco Martins fala em assembleia recente. Sinserm definiu pedido de reajuste e agora espera resposta da prefeitura

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm) aguarda a proposta da Prefeitura de Bauru para a data-base da categoria. A pauta de reivindicações foi entregue no final de fevereiro e uma assembleia dos servidores está agendada para acontecer nessa quinta-feira (15), na sede do Sinserm, com primeira chamada às 17h30 e segunda chamada às 18h. Servidores da prefeitura, DAE, Emdurb e Funprev, ativos e inativos, são representados pelo sindicato da categoria.

O prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) estava em viagem ontem, em São Paulo. Em contato com o JC, ele afirmou que será impossível conceder o reajuste solicitado, de 21%, mas que a prefeitura estuda o que pode ser feito. "Vamos tentar repor a inflação, e acima disso temos que ver as possibilidades, incluindo o vale-compra e vale-alimentação, com base naquilo que a prefeitura pode pagar, até porque estamos acima do limite fiscal", lembra.

De acordo com o diretor do Sinserm, Valdecir Rosa, a preocupação é que o documento com a proposta do governo seja recebido no prazo. "Nós cumprimos todas as datas combinadas com o prefeito para a entrega das propostas. Agora, estamos esperando a resposta, é importante para a categoria. Na verdade gostaríamos até de ter uma reunião, não apenas a entrega formal do documento, mas pelo menos isso a gente espera que aconteça até quinta-feira", afirma.

O secretário municipal de Administração, David Françoso, cita que terminou ontem o levantamento das 22 propostas da pauta de reivindicações, tanto as econômicas, quanto as sindicais e gerais. "Fizemos uma projeção de impacto, com base em cada proposta do sindicato, e enviamos para a Secretaria de Finanças, que vai avaliar dentro do Orçamento, para depois fechar uma proposta final, com o prefeito, e entregar ao sindicato. Esperamos fazer essa entrega até na quinta-feira à tarde. O prazo foi curto, mas estamos correndo para entregar aos servidores a resposta", comenta.

SOLICITAÇÃO

O pedido de reajuste do Sinserm foi de 21%, sendo 3% de reposição da inflação acumulada no último ano, 8% de perdas que não foram repostas na negociação passada, e 10% de ganho real. Também foi pedido o aumento do vale-alimentação dos atuais R$ 410,00 para R$ 530,00, e do vale-refeição (antigo abono) de R$ 350,00 para R$ 480,00. Este último é pago aos servidores ativos e inativos que recebem até determinado valor de salário, na casa de R$ 2.300,00, aproximadamente. Ainda foi pedido o fim do teto para concessão do vale-transporte e do abono salarial.

Greve ou paralisação

O diretor do Sinserm Valdecir Rosa não descarta a possibilidade de paralisação ou greve. "A gente está esperando a resposta do governo municipal até quinta-feira (amanhã), quando acontece a assembleia, para definir o que será feito. Se não chegar nenhuma proposta, a gente entende que trata-se de um não, que a prefeitura não vai negociar. Se chegar, vamos passar tudo aos servidores. Eles têm a liberdade de decidir os rumos da negociação na assembleia", enfatiza. "Todas as possibilidades estão em aberto", afirma, ao ser questionado sobre eventual deliberação de greve, como ocorreu nos últimos dois anos.

Em relação a outras mudanças, como no plano de saúde e a revisão dos Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), ambas noticiadas pelo JC e podendo ocorrer neste ano, serão discutidas na assembleia, até para que os servidores tomem uma posição, afirma Rosa. Ele critica ainda a Emdurb, que novamente tem buscado uma negociação em separado com seus funcionários, sem o sindicato, outro assunto que será colocado na assembleia de amanhã, comenta.

 

Comentários

Comentários