Política

Câmara pede tapa-buraco e limpeza

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 4 min

Malavolta Jr.
Vereadores Yasmim Nascimento, Coronel Meira, Miltinho Sardin e Serginho Brum, e ao fundo Ricardo Cabelo, em sessão marcada por cobranças no setor de limpeza pública

Os pedidos para que o tapa-buraco seja mais eficiente e a limpeza pública seja reforçada dominaram os discursos na tribuna da Câmara Municipal, na sessão ordinária dessa segunda-feira (19). A maioria dos vereadores entende que faltam resultados, com a demora para a realização de serviços e a falta de ações mais efetivas.

O vereador Ricardo Cabelo (PPS), líder da oposição, mostrou um vídeo com imagens do Núcleo José Regino, e afirmou que a cada sessão mostrará problemas de um bairro diferente. "Cada segunda-feira vou trazer um bairro da cidade, porque, de uma maneira geral, Bauru está abandonada. Na próxima sessão vai ser o Parque Jaraguá, depois o Parque Roosevelt, o Nova Esperança, a cidade inteira está com problemas", afirmou.

Ainda segundo Cabelo, o serviço de tapa-buraco realizado pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE) tem sido lento. "A gente vai ter que propor alguma coisa para obrigar o DAE a repor o asfalto no mesmo dia em que conserta o buraco, porque está demais, estão demorando dias para fechar", reiterou.

O vereador Carlão do Gás (MDB) pediu que a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) construa um Ecoponto na região norte, para atender bairros como Parque Vista Alegre, São Geraldo e Jardim Godoy, enquanto Natalino da Silva (PV) relatou que teve uma reunião com a secretária do Meio Ambiente, Mayra Fernandes da Silva, junto com moradores do Pousada da Esperança e Vila São Paulo, a respeito de melhorias que precisam ser feitas no Ecoponto da Pousada da Esperança.

Ainda nos serviços de cuidado com a cidade, Miltinho Sardin (PTB) pediu que a Secretaria de Administrações Regionais (Sear), através da Regional do Bela Vista, faça a limpeza no entorno do estádio Horácio Alves Cunha, da praça ao lado da Escola Estadual Morais Pacheco e também no Centro Social Urbano (CSU). Ele citou a necessidade de limpeza no Núcleo Joaquim Guilherme, na região oeste.

Já o líder do governo, o vereador Markinho Souza (PP), também afirmou que a cidade sofre com a falta de educação de parte dos moradores, e que a multa para o descarte irregular de entulho é baixa, de apenas R$ 80,00, e que, portanto, a legislação precisa ser revisada para punir quem suja a cidade.

EQUIPAMENTOS

Na visão do vereador Manoel Losila (PDT), um dos grandes problemas é a falta de máquinas e equipamentos - Telma Gobbi (SD) também mostrou fotos do sucateamento de máquinas da Semma e criticou a demora para o conserto. Losila frisou que, no ano passado, o prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) avaliou a possibilidade de financiamento para comprar R$ 20 milhões em máquinas e equipamentos, algo que, na visão do pedestista, poderia ser feito, caso comprovado que haverá boa relação do custo com o benefício. "É um valor alto, mas temos que ver o quanto a gente gasta hoje com a manutenção, e o quanto deixamos de fazer pela precariedade dos equipamentos atuais", lembrou.

ESCORREGOU NO PORTUGUÊS

O projeto de lei que cria o Fundo Municipal para o Fomento da Educação do Município de Bauru (Funfeb) teve a votação sobrestada por uma sessão ordinária, a pedido de Markinho Souza (PP), pois o vereador José Roberto Segalla (DEM) apontou erros na construção do texto, inclusive de caráter gramatical e ortográfico.

Já em segunda discussão foi aprovado o projeto que classifica como ZR-3 o Vale do Igapó. Desta forma, o bairro passa a ter característica residencial pela atual Lei de Zoneamento. Também foi aprovado o projeto que obriga cursos de primeiros socorros em escolas públicas e privadas em Bauru, dos vereadores Coronel Meira (PSB), Fábio Manfrinato (PP) e Markinho Souza (PP). Outros dois projetos em primeira discussão e três em segunda votação foram aprovados.

FALTA DE SERVIDORES

Outro assunto discutido pela Câmara nessa segunda-feira (19) foi a falta de servidores em áreas como saúde e educação, e que a prefeitura terá que resolver isso antes de inaugurar novos prédios, como a Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Chapadão e as creches do Buritis/Parque Roosevelt e Quinta da Bela Olinda. O vereador José Roberto Segalla (DEM) disse que não adianta construir e depois não ter condição de colocar em funcionamento - o município está acima do limite fiscal em despesas com pessoas e com restrições para contratações de novos servidores. "A gestão passada deixou esses imóveis sem conclusão, há um esforço do atual prefeito em terminar, mas precisa de estrutura e pessoal para funcionar", mencionou.

A vereadora Telma Gobbi (SD) também fez críticas. "Precisa ter dinheiro para manter em funcionamento e contratar as equipes. Daqui a pouco, o governo vai estar mais para o filme "O Vendedor de Ilusões", o período de campanha já terminou. Foram listadas 70 prioridades, acho que é muita coisa, precisa definir as reais prioridades, porque caso contrário não vamos resolver nada", apontou.

Comentários

Comentários