| Douglas Reis |
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| Corpo de Bombeiros distribuiu 100 ‘kits gás’ para os moradores do Jardim Niceia nesta terça-feira (20) |
Muita gente não sabe que o "kit gás", composto por mangueira, registro e duas abraçadeiras, deve ser trocado a cada cinco anos com o intuito de evitar uma das principais causas de incêndio nas residências: o vazamento. Nessa terça-feira (20) pela manhã, o Corpo de Bombeiros distribuiu 100 kits novos à comunidade do Jardim Niceia, em Bauru.
Segundo o tenente Victor Félix Tozi Bonfim, que é relações públicas do Corpo de Bombeiros de Bauru, o bairro foi selecionado através da indicação dos líderes comunitários junto à Defesa Civil. Em novembro, uma região de Botucatu recebeu a ação da corporação. Em maio, será a vez do Parque Jaraguá, também em Bauru.
O objetivo da chamada Campanha Chama Segura, conforme frisa o relações públicas, é conscientizar os moradores sobre a necessidade de trocar o conjunto de peças do botijão a cada cinco anos. "Se estiver fora do prazo de validade, está aquém da margem de segurança", reforça.
Na ação dessa terça (20), o tenente Tozi constatou que a maioria das pessoas tinha medo de trocar o kit e não sabia do prazo de validade.
"Dos cem, só dez moradores tinham consciência disso. Logo, a maior parte dos materiais estava vencida", sentencia.
Ainda de acordo com o relações públicas, o kit deve ser trocado a cada cinco anos, mas é importante observar a validade de todos os equipamentos que o compõem, bem como a existência do registro do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).
Em 2017, o Corpo de Bombeiros atendeu a 80 ocorrências de incêndio em residências de Bauru.
"Quando chegamos ao local do fogo, normalmente, os cômodos da casa já estão atingidos. Ao levantarmos as causas com as pessoas próximas ao imóvel, constatamos que as mais comuns são curto-circuito, velas acesas e, claro, vazamento de gás", revela.
A TROCA
O tenente Tozi explica que não é nada difícil trocar os equipamentos e isso pode ser feito pelos próprios moradores. O custo de cada kit gira em torno de R$ 40,00 e está a venda em lojas de materiais de construção, por exemplo.
"Nós temos o registro, que é inserido na entrada do botijão. Ele deve ser apertado com a força da mão, não há necessidade de utilizar qualquer ferramenta. Em seguida, trava-se com uma das abraçadeiras. No fogão, o mesmo procedimento: inserimos a mangueira e, depois, usamos a outra abraçadeira para travar", orienta.
Segundo o relações públicas, é importante passar uma bucha com sabão para saber se há bolhas, sinal de que existe vazamento. Neste caso, o recomendado é procurar a empresa que vendeu o botijão ou aquela que comercializou o kit, além de acionar o Corpo de Bombeiros através do 193. A corporação leva o botijão até um ambiente aberto e espera vazar todo o seu conteúdo.
A campanha do Corpo de Bombeiros tem o apoio da Liquigás, que forneceu os kits novos.
‘Nunca trocamos’
A dona de casa Adrielle Aparecida Prado, de 30 anos, e a sua mãe, a auxiliar de limpeza Rosimeire Adriana Prado, de 47, não sabiam da necessidade de trocar o "kit gás" e nunca o fizeram. "Acho que a gente só se movimenta quando o pior acontece", reconhece Rosimeire.
Já Adrielle não mora no Niceia, mas foi visitar a mãe, que vive no bairro, e aproveitou para retirar o kit novo. "Nunca troquei. Inclusive, o meu botijão está até com vazamento", confessa.
‘Chama Segura’
A campanha, lançada em 2011, tem como parceiros e organizadores o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo e a Fundação de Apoio ao Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo (Fundabom).
A iniciativa já beneficiou cerca de 95 mil pessoas em diversas comunidades da Capital e do Interior do Estado, retirando de circulação mais de 8,8 toneladas de kits fora do prazo de validade e das especificações técnicas das normas vigentes, bem como em condições inadequadas de conservação.
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