Polícia

Rapaz é preso após vender drogas para estudantes de escola estadual

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Polícia Civil/Divulgação
Rapaz vendia drogas para estudantes em sua casa, que fica em frente a uma escola no Jardim Redentor
Simulacros de fuzil e pistola foram apreendidos com rapaz de 18 anos próximo a outra escola de Bauru

Um rapaz de 22 anos foi preso, na manhã dessa terça-feira (20), depois de equipes da Polícia Civil, por meio Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), descobrirem que ele vendia drogas para alunos de uma escola estadual da cidade. Encaminhado para a Cadeia Pública de Avaí, responderá a inquérito por tráfico de drogas, podendo ter a pena aumentada pelo agravante de ter praticado o crime próximo à uma unidade escolar e de ter envolvido pessoas menores de idade.

O flagrante foi registrado por volta das 7h, na quadra 2 da rua Santa Águeda, no Jardim Redentor, onde o suspeito morava.

Segundo o titular da Dise, Luiz Augusto Puccinelli, após receber denúncia, a unidade especializada deu início às investigações, que revelaram que Ruy Gabriel Serafim comercializava entorpecentes até mesmo para estudantes da escola estadual Vera Campagnani, que fica em frente à sua residência.

"Ele foi monitorado durante uma semana e, neste período, os policiais presenciaram ele vendendo drogas em frente de casa para os alunos, quando estes saíam da aula, e para outros usuários", detalha.

Com o traficante, foram apreendidos R$ 103,00 em dinheiro, uma balança e uma porção bruta de maconha, que, fracionada, renderia aproximadamente 30 porções para venda.

SIMULACRO

A Polícia Civil também apreendeu, no início da tarde de ontem, dois simulacros de arma de fogo, que estavam em uma mochila com um jovem de 18 anos em um ponto de ônibus próximo à escola estadual Azarias Leite, na quadra 5 da rua Adante Gigo, no Jardim Dona Lili.

Segundo a versão do rapaz, os objetos - que simulavam um fuzil e uma pistola - eram equipamentos de airsoft, que ele pretendia encaminhar para manutenção.

Morador do Jardim Olímpico, o suspeito foi liberado depois de ser ouvido, mas as investigações no entorno da escola continuam. De acordo com a Polícia Civil, a apreensão dos simulacros é resultado da intensificação do monitoramento naquela região, por parte do Grupo de Operações Especiais (GOE), que recebeu informações de que suspeitos estariam abordando alunos na saída da unidade.

PROTOCOLO

Desde setembro do ano passado, a Delegacia Seccional de Bauru e as secretarias estadual e municipal de Educação estabeleceram uma parceria com o objetivo de facilitar a formalização de denúncias e agilizar o atendimento de ocorrências que envolvam funcionários, alunos ou o patrimônio das escolas da cidade.

Por meio de setores de inteligência (policiamento preventivo descaracterizado e infiltrações menos invasivas que as convencionais) e com o engajamento da Polícia Militar, o objetivo é coibir o tráfico de drogas e outros atos ilícitos dentro e nas imediações de escolas.

Por meio de nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo alegou que, embora o protocolo não seja oficial, a Diretoria Regional de Ensino recorre frequentemente à polícia para a intensificação do patrulhamento, visando "coibir possíveis situações que envolvam criminalidade ou violência". Destaca, ainda, que "todas as escolas da rede estadual contam com um professor mediador, profissional capacitado para atuar na propagação da cultura de paz no ambiente escolar e mediar conflitos, incluindo casos de brigas, bullying e outras ocorrências".

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