Um surto da chamada doença "mão-pé-boca" levou os Departamentos Municipais de Educação e Saúde de Mineiros do Tietê (65 quilômetros de Bauru) a suspenderem por dois dias as aulas em três creches municipais para evitar o risco de novas contaminações.
Os pais das crianças atendidas nos Centros Municipais de Educação Infantil (Cemeis) Tia Bêla - Anexo B, Tia Rose e Tia Lucinha foram comunicados pela prefeitura na quinta-feira (22) sobre a suspensão das aulas na sexta-feira (23) e na segunda-feira (26).
O motivo foi o grande número de casos da doença entre os alunos das três creches municipais. Pelo Facebook, muitos pais relataram que os filhos foram diagnosticados com a síndrome que, apesar de não ser considerada grave, é altamente contagiosa.
DOENÇA
A doença "mão-pé-boca", causada pelo vírus Coxsackie, que habita no sistema digestivo e também pode provocar estomatite, é uma espécie de afta que afeta a mucosa da boca. Embora possa acometer adultos, é mais comum na infância, antes dos cinco anos.
Os sintomas mais comuns são febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões; surgimento de manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas no centro na boca e erupção de pequenas bolhas nas palmas das mãos, plantas dos pés, nádegas e região genital.
A transmissão ocorre por contato direto com saliva, fezes e outras secreções e indiretamente, por alimentos ou objetos contaminados.
Como as crianças costumam colocar mãos e brinquedos na boca e nem sempre têm o hábito de lavar as mãos depois de irem ao banheiro, o vírus acaba se disseminando mais facilmente no ambiente escolar.
ALERTA
Na semana passada, Botucatu (100 quilômetros de Bauru) registrou aumento nos casos de "mão-pé-boca" atendidos pelo Pronto Socorro Pediátrico. Segundo a pediatra responsável pela unidade, Débora Penatti, os sintomas da doença são leves e podem ser confundidos com os de um resfriado comum.
"Em geral, como ocorre com outras infecções por vírus, ela regride espontaneamente depois de alguns dias. Por isso, na maior parte dos casos, o tratamento é feito com antitérmicos e anti-inflamatórios. Os medicamentos antivirais ficam reservados para os casos mais graves", explica.
A médica explicou que crianças infectadas podem espalhar o vírus mesmo que não tenham sintomas, que continua presente nas fezes por semanas após o tratamento.