Ele expressou sua opinião no JC de 15/3/2018, sobre um texto meu publicado em 11/3/2018.Que tudo não passaria (ufos) de lendas populares, mito. Meu caro senhor Jorge, assim era também minha posição sobre o assunto ufo, até que em 4/11/1957 algo concreto, real, ocorreu. A data citada era aniversário de 14 anos de minha única irmã, Gilda.
Uma festa foi organizada,em casa. Meu pai, um subtenente do exército, servia na Fortaleza de Itaipu (Praia Grande-SP). Diariamente, ele retornava do quartel às 19h. De fato, chegou no meio de uma festa, com muitos convidados. Levou-me rapidamente ao meu quarto, falando em voz bem baixa, e confidenciou-me algo que minha mãe e minha irmã nunca souberam, a não ser muitos anos após a morte de meu pai, quando, após o enterro, foi publicado no JC um texto meu detalhando a incursão de um ufo ao forte, na madrugada de 4/11/1957.
O ufólogo Donald E. Keyhoe, major aposentado) da marinha de guerra americana, em seu livro "A verdade sobre os discos voadores" (1978), descreve o que aconteceu. Sobre isto, ver texto meu publicado em 11/7/2017, no JC. Portanto, tenho mais de 60 anos de pesquisas ufológicas. Realmente, senhor Jorge, o senhor tem, em parte, razão: há muita coisa que nada tem a ver com ufos, conforme meu texto no JC de 31/12/2017. Agora, como generalizar e denominar de fantasia, alucinação, lenda, o que houve em 19/5/1986, no Brasil? Onde 21 ufos foram detectados por radares (FAB) em Brasília, São José dos Campos e Rio de Janeiro? Ufos vistos por três pilotos militares voando no encalço deles em três caças de guerra? Sem alcançarem esses 21 ufos pela velocidade feérica deles?
Além do mais, o coronel (FAB) Ozires Silva, bauruense de prestígio, estava naquele momento a bordo de um avião Xingu (Embraer), perto de São José dos Campos. Tudo confirmado em entrevista na TV pelo ministro da Aeronáutica, brigadeiro Octávio Júlio Moreira. Ozires, em seu livro "Decolagem de um sonho", no último capítulo, sob o título "Discos Voadores existem?", relata os fatos reais. Afirma o senhor Jorge A. Soares que a única coisa verdadeira envolvendo presidentes americanos e ufos seria o presidente Jimmy Carter, que diz ter visto um ufo em 1959. Não é verdade. O presidente Ronald Reagan viu um ufo em 1953 e outro em1974, conforme entrevista coletiva dada por ele anos mais tarde. O presidente Nixon, numa noite de 19/2/1973, conduziu seu amigo peito Jackie Gleason no seu carro particular até a base aérea de Homestead, onde lhe mostrou, confidencialmente, cadáveres de ETs ("grays") conservados em geladeiras.
O presidente Lyndon Johnson, durante seu governo, em plena guerra do Vietnã, teve um episódio envolvendo dois ufos que foram atacados por um pequeno navio de guerra americano comandado pelo tenente Sneider, depois que Sneider ordenou que canhões interceptassem os ufos, sem qualquer atitude beligerante desses objetos. Resultado: o navio foi contra-atacado com poderoso raio (tipo laser), provocando o afundamento do navio com mortos e feridos.
A partir daí, foi ordenado por autoridades militares que não se atacassem mais ufos sem motivo, pois era impossível enfrentá-los belicamente. O general Brown, comandante supremo das tropas americanas no Vietnã, em 16/10/1973 (a guerra só acabou em 1975), em entrevista coletiva na TV, ratificou o contra-ataque dos ufos, o afundamento do navio e mortos e feridos. O presidente Bush (pai) tinha sido diretor da CIA (serviço secreto) em 1976. Em outra ocasião, anos mais tarde, entrevistado na TV, indagado sobre os ufos, declarou: "Sou muito cuidadoso com informações classificadas como secretas".
O presidente Clinton tentou obter informações (enquanto presidente) junto à CIA (Serviço Secreto) sobre ufos. Pedido energicamente recusado por escrito. Alegou-se motivos de segurança nacional (assunto ultrassecreto). Isto foi dito por Clinton em entrevista na TV para Jimmy Kimmel, em 2014.
O presidente Bush (filho), entrevistado por Jimmy Kimmel em 2014, foi indagado sobre segredos dos "ufos": "O senhor não quer compartilhar isto com outras pessoas comuns?" Bush (filho) disse: "Não quero". O presidente Obama, em 12/3/2015, entrevistado por Jimmy Kimmel na TV sobre segredos relativos a ufos, disse: "Não posso revelar nada". Diz o senhor Jorge A. Soares que até agora não se conseguiu uma foto boa, uma filmagem nítida de ufos.
Ora, no caso conhecido como "Operação Prato", no Pará (entre outros no mundo todo), em 1977, ordenada pela FAB, negada durante muitos anos e agora admitida como oficial, o então capitão Uyrangê Hollanda (mais tarde coronel), obteve 500 fotos e mais 16 horas de filmagem foram realizadas. O material, enviado para a FAB (Brasília) está até hoje classificado como ultrassecreto, indisponível aos cidadãos comuns, apesar da existência da Lei de Acesso à Informação (para a assuntos militares sigilosos). Ver sobre isto meu texto publicado no JC de 8/9/2017.
Diz ainda o senhor Jorge A. Soares que, até hoje, nenhum astrônomo observou e fotografou um ufo no telescópio. Há casos, sim. Para ilustrar o astrônomo e doutor em astrofísica, Jacques Vallé, em 1961, trabalhando no Observatório Astronômico de Paris, registrou fotograficamente, no telescópio, em dias diversificados, uma vasta gama de ufos, com comportamento anormal em relação a outros objetos sobejamente conhecidos pelos astrônomos. Mostrado o material dias depois ao seu superior hierárquico, este teve uma atitude inesperada, de nervosismo.Mandou, imediatamente, confiscar o material, sem explicações. Leia sobre este assunto em meu texto publicado no JC de 24/8/2017.