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Operação 'Gato de Botas 3' mira furto de energia elétrica

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 1 min

A Polícia Civil deflagrou na quarta-feira (28) a terceira fase da Operação Gato de Botas com o objetivo de identificar e punir responsáveis por furto de energia em Cafelândia (83 quilômetros de Bauru). Vinte e dois policiais civis, oito peritos e oito agentes da CPFL visitaram 23 imóveis e, em nove deles, constataram irregularidades que serão investigadas por meio de inquérito.

O delegado Marcelo Muniz, assistente da Delegacia Seccional de Lins, explica que 17 pessoas estão sendo investigadas por suspeita de furto de energia elétrica em Cafelândia. Em nove dos 23 endereços ligados a essas pessoas, o crime ficou comprovado pelas equipes por meio da localização de relógios medidores de energia violados, com os números de consumo modificados.

Os responsáveis foram levados à delegacia para prestar esclarecimentos. "A Polícia Técnica irá fornecer os laudos juntamente com os relatórios que nós já obtivemos da empresa de energia e vão ser instaurados os inquéritos", declara.

Segundo Muniz, ninguém foi preso em flagrante porque não foi possível confirmar se estaria ocorrendo furto de energia no momento da operação.

PRISÕES

No dia 24 de julho do ano passado, quatro pessoas foram presas em Lins na primeira fase da Operação Gato de Botas por envolvimento em esquema de furto de energia, entre elas eletricista que oferecia o serviço de adulteração de medidores para pessoas físicas e jurídicas.

No dia 21 de novembro, durante a segunda fase da operação, dois homens foram presos em flagrante, também em Lins, por suspeita de furto de energia. Na ocasião, as equipes constataram irregularidades em outros 15 imóveis.

Segundo a CPFL, fraudes e furtos de energia são crimes previstos no Código Penal, com pena que varia de um a quatro anos de detenção.

A companhia diz que cobra os valores retroativos referentes ao período em que ocorreu o furto.

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