Em uma reunião realizada nesta segunda-feira (02), às 19h, no auditório da prefeitura, será apresentado ao Conselho do Município o projeto que prevê a ocupação do Centro de Bauru por universitários. A proposta visa levar até 3 mil estudantes para residir na região central da cidade. Seriam 200 deles na primeira etapa, informou o professor da Unesp e coordenador do projeto, o professor Adalberto da Silva Retto Júnior, especializado em urbanismo.
De acordo com ele, que atuou como professor visitante na área de patrimônio industrial na Universidade de Sorbonne, na França, é preciso romper com a discussão clássica do Plano Diretor como quadro normativo. "A proposta apresenta uma nova abordagem que, ao repensar uma nova forma de desenvolvimento urbano, coloca como centro do debate urbanístico a ação de requalificação qualitativa da cidade. Por isso, propõe uma grande mutação", explicou em matéria publicada pelo JC no último dia 11 (veja link abaixo).
O projeto Centro como Res Pública foi elaborado pelo Grupo de Pesquisas em Sistemas Territoriais e Urbanos (Grupo Situ) a partir de solicitação da Prefeitura de Bauru. "A ideia objetiva é permitir o retorno da habitação ao Centro nas várias formas propostas de regeneração urbana, incorporando princípios de renovação, reutilização e reconversão do patrimônio", disse Retto.
A área delimitada para o estudo é o perímetro da Estação Ferroviária até o Cemitério da Saudade. "Tanto os vazios urbanos das quadras centrais como os edifícios sem uso seriam encarados como oportunidades estratégicas para repensar as funções do novo Centro, explorando oportunidades entre o público, o privado e o social", explicou.
Recuperar o Centro, inserindo moradores, englobaria a densidade populacional na região e a capacidade de adaptação de boa parte de imóveis já instalados para essa proposta. "Não é algo para mudar no Plano Diretor e deixar de lado e também não é só de um governo. Mas também tem de ter prática imediata, para ele sair do papel. A universidade (Unesp) tem o aluguel social e 3 mil alunos em dois anos. Ainda neste ano, discutem-se 200 vagas de moradia para 2019. Levar esses 200 alunos para o Centro é uma forma rápida de por o projeto em prática. Envolver, nesse tempo, comércio, serviços, prefeitura, imobiliárias, construtoras, representantes de moradores, fazer o levantamento", acrescentou o urbanista, na ocasião.
A proposta inclui pesquisa, levantamento de campo para identificar ociosidade, característica dos imóveis, classificação e realizar dois workshops (um com integrantes do projeto implantado em Bolonha) para disparar o projeto.
Leia a matéria completa no link:
www.jcnet.com.br/Geral/2018/03/projeto-visa-levar-estudantes-para-dar-vida-a-regiao-central.html