| Heitor Carvalho |
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| Cerca de 600 se aglomeraram em frente ao Sinserm na manhã de hoje |
O Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru e Região (Sinserm) foi notificado, na manhã desta terça-feira (3), sobre a decisão do Tribunal de Justiça (TJ) que prevê percentual mínimo de trabalhadores em atividade durante a greve. A paralisação chega hoje ao 15º dia. A liminar obtida pela Prefeitura de Bauru, na semana passada, prevê multa de R$ 5 mil por dia em caso de desobediência.
Segundo a administração municipal, ela exige a presença no trabalho de 70% do quadro de servidores da Prefeitura de Bauru das áreas de Educação e Saúde. Já o sindicato entende que a liminar não especifica quais secretarias precisam manter quadro de 70% de funcionários. Sendo assim, no âmbito geral, o percentual está sendo cumprido defende o Sinserm.
Segundo a entidade que representa a categoria, na manhã de hoje, entre 580 e 600 se aglomeraram em frente ao Sinserm, de onde partiriam em passeata em direção ao Calçadão da Batista de Carvalho. De acordo com o advogado do sindicato, José Francisco Martins, a ideia é explicar à população as razões da paralisação.
DESGASTE
Ontem, a greve dos servidores municipais registrou adesão menor. Segundo balanço oficial divulgado pela prefeitura, no fim da tarde desta segunda, 792 funcionários seguiam de "braços cruzados" (sendo que Educação somava 549 e Saúde, 116), uma queda de 25% em relação aos 1.065 adeptos ao movimento na última sexta-feira. O Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru e Região (Sinserm) confirmou que a adesão chegou à casa dos 700 servidores.
"Já há um desgaste físico por parte dos servidores. A proposta do abono balançou um pouco os funcionários e também a divulgação da liminar", elenca Martins ao explicar a adesão. No deferimento da liminar, o desembargador designou audiência entre as partes para a próxima quinta-feira, 5 de abril, 14h30, na Capital.
