Tribuna do Leitor

Armar ou não armar, eis a questão!

Thyago Cezar - advogado
| Tempo de leitura: 1 min

Dias atrás, eu estava reunido com diversos amigos conversando sobre os problemas de segurança pública do Brasil.

É nítida a sensação de insegurança, impunidade, perigo que os brasileiros têm vivido, motivo o qual traz grande desconforto e desconfiança em relação a qualquer estranho que se aproxime.

E, diante desse cenário, não tivemos como escapar do debate sobre o armamento ou manutenção do desarmamento como medidas contra crimes.

Nesse momento, as opiniões foram as mais diversas, parte desejava o direito de portar armas e outra entendia que o armamento da população não seria uma solução viável para o ampliação da sensação de segurança.

Ambos os lados tinham argumentos e posicionamentos convincentes e chegando ao ponto de em momentos colocar em xeque àqueles que pensavam diferente.

Sobre esse assunto, fui procurar o que a polícia tinha a dizer sobre esse tema. Foi então que encontrei no site da Secretaria de Segurança pública o Manual de Autoproteção do Cidadão, que foi elaborado pela Polícia Militar-SP http://www.ssp.sp.gov.br/media/documents/ssp_manual-seguranca.pdf, que diz o seguinte no capítulo dos assaltos: "Não ande armado nem tenha armas em casa. Mesmo que você saiba atirar e tenha porte, suas chances de reagir são muito pequenas, e o risco de que a arma seja usada contra você é muito grande."

Sendo assim, podemos concluir que a Polícia entende que não é bom que o cidadão tenha armas, ao passo que ter armas não significa ampliação ou garantia de segurança, pelo contrário, amplia ainda mais a chance de sofrer violências.

Qual sua opinião sobre o tema?

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