Cultura

A Bauru que dança e faz acontecer

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 11 min

Sigma Escola de Dança em Bauru/Divulgação
Grupo de bailarinas da Sigma Escola de Dança em Bauru em ação

No dia 29 de abril é comemorado o Dia Internacional da Dança. Ao lado do teatro e da música, ela é uma das principais artes cênicas da antiguidade. Ao longo das últimas décadas, Bauru foi ganhando espaços nos mais diversos bairros com a finalidade do ensino a esta arte. Atualmente, a cidade é considerada um dos polos no Interior quando o assunto é dança.

Além de fazer bonito nos festivais do município, com frequência, grupos levam o nome de Bauru para competições cidade afora. Daqui também têm sido exportados novos bailarinos para o mundo (leia mais na próxima página).

O JC Nos Bairros desta semana traz a história e curiosidades de alguns grupos de danças, dos mais diversos ritmos, espalhados pela cidade.

Entre eles estão o Centro de Dança Giracorpo, que funciona no Jardim Contorno, região do Jardim Marambá, o Studio de Dança Florescer, localizado no Centro, a Sigma Escola de Dança, no Jardim Estoril, o Ballet Art Scheila do Valle, situada no Jardim Europa, a Companhia Estável de Dança, que tem aulas no Teatro Municipal, a Dança da Associação Luso Brasileira de Bauru (ALBB), que fica na região da Vila Aviação, às margens da rodovia Marechal Rondon, e a Casa da Cultura Hip Hop, localizada na Estação Ferroviária.

Danças na Luso

No dia 29 de abril é comemorado o Dia Internacional da Dança. Ao lado do teatro e da música, ela é uma das principais artes cênicas da antiguidade e, nas últimas décadas, ganhou espaço em Bauru. Por aqui, a dança está presente em festivais e espetáculos protagonizados por grupos oriundos dos mais diversos bairros. Atualmente, a cidade é considerada um dos polos no Interior quando o assunto é dançar.

Além de fazer bonito em apresentações diversas pelo município, os grupos de dança levam o nome de Bauru para competições cidade afora.

Daqui, inclsuive, têm sido exportados novos bailarinos para o mundo (leia mais na próxima página).

O JC Nos Bairros desta semana traz histórias e curiosidades de alguns grupos e espaços de danças espalhados pela cidade.

Samantha Ciuffa
Bailarinas da Sigma, Natália de Vitta e Giovanna Meira Gomes Pereira venderam até rifas para arrecadar fundos para irem aos EUA

Entre eles estão o Centro de Dança Giracorpo, que funciona no Jardim Contorno, região do Jardim Marambá; o Studio de Dança Florescer, localizado no Centro; a Sigma Escola de Dança, no Jardim Estoril; o Ballet Art Scheila do Valle, situado no Jardim Europa; a Companhia Estável de Dança, que tem aulas no Teatro Municipal; a Dança da Associação Luso Brasileira de Bauru (ALBB), que fica na região da Vila Aviação; o Ballet Vitória Régia, no Jardim Estoril; e a Casa da Cultura Hip Hop, localizada na Estação Ferroviária.

Talentos de Bauru que vão para o mundo...

Aos 16 anos, Giovanna Gomes e Natália de Vitta receberam a melhor notícia de suas vidas até aqui. Elas foram selecionadas para o festival Youth American Grand Prix (YAGP) e partirão para Nova York (EUA), em nome da Sigma Escola de Dança, na próxima quarta-feira, onde disputarão a semifinal do campeonato de dança com outros 300 bailarinos, aproximadamente.

Também recentemente, outros dois talentos do ballet de Bauru foram "exportados" para o mundo. Marcos Arantes, 20 anos, e Guilherme Ventura, 23 anos, bailarinos egressos da Cia Estável de Dança, que ganharam bolsas para estudarem em Vancouver, no Canadá. A novidade foi noticiada em primeira mão pelo JC em edições anteriores (leia mais abaixo).

DUO

O YAGP é um festival de talentos para pessoas entre 9 e 19 anos. "É um dos eventos com processo seletivo mais difícil e nós fomos selecionados com a coreografia Entre Laços, que é um duo de neoclássico", cita a professora Karen Teixeira.

Giovana dança desde os 4 anos de idade e Natália desde os 10. Como duo elas ensaiam há dois anos. "Nesta dança é como se uma completasse a outra, a nossa respiração e os nossos movimentos ocorrem em plena sintonia", comenta Giovana. "Mesmo com tanto treino (cerca de 4 horas diárias), nunca imaginei que pudesse chegar lá. É um sonho que se realiza", completa Natalia.

Para alçar o voo, que custará cerca de 10 mil para cada uma, elas têm vendido rifas para arrecadar fundos.

MENINOS DE OURO

Marcos e Guilherme, da Cia Estável, partiram no mês passado para o Canadá estudar na Ballet Bloch.

Aluno egresso da escola, Marcos começou na dança aos 12 anos com o street dance. Dois anos depois, partiu para o ballet, fascinado pela técnica e precisão dos movimentos. Daí para frente foram várias premiações.

Já Guilherme, começou na dança em um grupo de igreja, ainda criança. Em 2016, após entrar para a Cia Estável, ele conseguiu o registro profissional de bailarino e, posteriormente, várias premiações, entre elas a bolsa para Vancouver.

No Centro tem    dança do ventre

Aos 16 anos, Giovanna Gomes e Natália de Vitta receberam a melhor notícia de suas vidas até aqui. Elas foram selecionadas para o festival Youth American Grand Prix (YAGP) e partirão para Nova York (EUA) em nome da Sigma Escola de Dança, na próxima quarta-feira. Lá, disputarão a semifinal do campeonato de dança com outros 300 bailarinos, aproximadamente.

Também recentemente, outros dois talentos do ballet de Bauru foram "exportados" para o mundo. Marcos Arantes, 20 anos, e Guilherme Ventura, 23 anos, bailarinos egressos da Cia. Estável de Dança, ganharam bolsas para estudarem em Vancouver, no Canadá. A novidade foi noticiada em primeira mão pelo JC em edições anteriores (leia mais abaixo).

DUO

O YAGP é um festival de talentos para pessoas entre 9 e 19 anos. "É um dos eventos com processo seletivo mais difícil e nós fomos selecionados com a coreografia Entre Laços, que é um duo de neoclássico", cita a professora Karen Teixeira.

Giovana dança desde os 4 anos e Natália, desde os 10. Como duo, elas ensaiam há dois anos. "Nesta dança é como se uma completasse a outra, a nossa respiração e os nossos movimentos ocorrem em plena sintonia", comenta Giovana. "Mesmo com tanto treino (cerca de 4 horas diárias), nunca imaginei que pudesse chegar lá. É um sonho que se realiza", completa Natalia.

Para alçar o voo, que custará cerca de 10 mil para cada uma, elas têm vendido rifas para arrecadar fundos.

MENINOS DE OURO

Marcos e Guilherme, da Cia. Estável, partiram no mês passado para o Canadá para estudar na Ballet Bloch. Aluno egresso da escola, Marcos começou na dança aos 12 anos com o street dance. Dois anos depois, partiu para o ballet, fascinado pela técnica e precisão dos movimentos. Daí para frente foram várias premiações.

Já Guilherme, começou na dança em um grupo de igreja, ainda criança. Em 2016, após entrar para a Cia Estável, ele conseguiu o registro profissional de bailarino e, posteriormente, várias premiações, entre elas a bolsa para Vancouver.

Cia Estável

Aos 16 anos, Giovanna Gomes e Natália de Vitta receberam a melhor notícia de suas vidas até aqui. Elas foram selecionadas para o festival Youth American Grand Prix (YAGP) e partirão para Nova York (EUA), em nome da Sigma Escola de Dança, na próxima quarta-feira, onde disputarão a semifinal do campeonato de dança com outros 300 bailarinos, aproximadamente.

Também recentemente, outros dois talentos do ballet de Bauru foram "exportados" para o mundo. Marcos Arantes, 20 anos, e Guilherme Ventura, 23 anos, bailarinos egressos da Cia Estável de Dança, que ganharam bolsas para estudarem em Vancouver, no Canadá. A novidade foi noticiada em primeira mão pelo JC em edições anteriores (leia mais abaixo).

DUO

O YAGP é um festival de talentos para pessoas entre 9 e 19 anos. "É um dos eventos com processo seletivo mais difícil e nós fomos selecionados com a coreografia Entre Laços, que é um duo de neoclássico", cita a professora Karen Teixeira.

Giovana dança desde os 4 anos de idade e Natália desde os 10. Como duo elas ensaiam há dois anos. "Nesta dança é como se uma completasse a outra, a nossa respiração e os nossos movimentos ocorrem em plena sintonia", comenta Giovana. "Mesmo com tanto treino (cerca de 4 horas diárias), nunca imaginei que pudesse chegar lá. É um sonho que se realiza", completa Natalia.

Para alçar o voo, que custará cerca de 10 mil para cada uma, elas têm vendido rifas para arrecadar fundos.

MENINOS DE OURO

Marcos e Guilherme, da Cia Estável, partiram no mês passado para o Canadá estudar na Ballet Bloch.

Aluno egresso da escola, Marcos começou na dança aos 12 anos com o street dance. Dois anos depois, partiu para o ballet, fascinado pela técnica e precisão dos movimentos. Daí para frente foram várias premiações.

Já Guilherme, começou na dança em um grupo de igreja, ainda criança. Em 2016, após entrar para a Cia Estável, ele conseguiu o registro profissional de bailarino e, posteriormente, várias premiações, entre elas a bolsa para Vancouver.

A Sigma

Com quadro atual de 350 bailarinos, a Sigma Escola de Dança é uma das maiores em Bauru. À frente da unidade, Karen Teixeira conta que a Sigma foi fundada em 1981 como Academia de ballet Lucila Teixeira Mendes, nome de sua fundadora. De aluna, Karen passou para a direção quando Lucila resolveu se aposentar em 2000.

Atualmente, a unidade, que fica na rua Azarias Leite, 20-44, oferece aulas de ballet clássico, jazz, street dance, sapateado, jazz funk, flamenco e dança do ventre

"Os grupos mais avançados se apresentam mais de 7 vezes ao ano. Sempre estamos nos maiores e mais disputado a festivais, entre eles Festival de Dança de Joinville e Prêmio Desterro em Florianópolis", ressalta Karen.

Laços com o ballet desde 1977

Moya Foto e Vídeo/Divulgação
Grupo do Ballet Vitória Régia durante apresentação em festival

Uma das mais antigas escolas de dança em Bauru é o Ballet Vitória Régia. Localizado na quadra 1 da Comendador José da Silva Martha, no Jardim Estoril, o local é reduto de histórias de pessoas que possuem ou possuíram laços com a dança.

Fundada há 41 anos pela renomada bailarina Dalva Côrrea, a escola participou de dezenas de festivais no País e até no exterior.

Em 2016, a história da Vitória Régia ganhou novo capítulo, após Dalva se aposentar por problemas de saúde.

"De lá para cá estamos em andamento com um processo de reformulação, que deverá se estender até 2019-2020, com mudanças pertinentes às exigências de mercado e consolidação de uma nova estrutura", pontua Attiliano Corrêa, diretor e sócio proprietário da escola. Por enquanto, contudo, não há novidades.

O local trabalha exclusivamente com o ballet e possui quadro de cerca de 40 alunos. A unidade se organiza para o seu quadragésimo festival neste ano.

Em algumas das apresentações, antigas alunas, hoje senhoras de meia idade, e que frequentam aulas avulsas na escola, costumam participar, como forma de manter o ballet vivo no corpo e na memória.

Jardim Contorno é reduto do Giracorpo

Uma das mais antigas escolas de dança em Bauru é o Ballet Vitória Régia.

Localizado na quadra 1 da Comendador José da Silva Martha, no Jardim Estoril, o local é reduto de histórias de pessoas que possuem ou possuíram laços estreitos com a dança.

Fundada há 41 anos pela renomada bailarina Dalva Côrrea, a escola participou de dezenas de festivais no País e Exterior.

Em 2016, a história da Vitória Régia ganhou novo capítulo, após Dalva se aposentar por problemas de saúde. "De lá para cá, estamos em andamento com um processo de reformulação que deverá se estender até 2019-2020, com mudanças pertinentes às exigências de mercado e consolidação de uma nova estrutura", pontua Attiliano Corrêa, diretor e sócio proprietário da escola. Por enquanto, contudo, não há novidades.

O local trabalha exclusivamente com o ballet e possui quadro de cerca de 40 alunos. A unidade se organiza para o seu quadragésimo festival neste ano.

Em algumas das apresentações, antigas alunas, hoje senhoras de meia idade, e que frequentam aulas avulsas na escola, costumam participar, como forma de manter o ballet vivo no corpo e na memória.

Na Estação, a dança vem da cultura Hip Hop

A Casa de Cultura Hip Hop, projeto com parceria da prefeitura na Estação Ferroviária de Bauru, oferece cinco oficinas gratuitas de dança: breaking, krump, street dance, free step e dança do ventre. Para participar, basta comparecer nas oficinas. Mais informações: (14) 98139-8626.

Carlos Eduardo, o Kaadu Zeex, é professor de free step ha três anos lá. "Nos apresentamos umas 40 vezes por ano, em escolas, igrejas, praças e parques de Bauru", cita. "Recentemente eu fui convidado para ser jurado em um campeonato regional em Novo Horizonte. Isso foi um marco importante, porque aqui a dança não é tão valorizada", completa.

No Jd. Europa, o ballet Sheila Do Valle 

Localizado na quadra 20 da avenida Getúlio Vargas, o Ballet Art Sheila do Valle exist em Bauru desde 1989 e oferece, além do ballet clássico, cursos de jazz , sapateado, street dance e dança do ventre. Sheila do Valle, bailarina dese 1970, é a proprietária do local, que possui, atualmente, 90 alunos. Eles se apresentam ao longo do ano todo e realizam festival próprio em dezembro no Teatro Municipal.

"Muitos profissionais da dança de Bauru foram minhas alunas e muitos outros estão em companhias no exterior", frisa Sheila.

A escola oferece bolsas de 100% para o seu Corpo de Baile. E também para meninos entre 7 e 14 anos que queiram cursar ballet, street dance e sapateado. Mais informações: (14) 3021-6744.

Você Sabia?

Dançar aumenta a frequência cardíaca, ajudando o coração a bombear mais sangue para o corpo e para os músculos. Melhora a sensualidade, o ritmo, a flexibilidade, a agilidade e a coordenação motora, ajuda a perder peso, aumenta a energia, a autoconfiança e autoestima e reduz o estresse.

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