| Fotos: Sabadão do Povo |
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| Menino está com está hematomas pelo rosto e pelo corpo |
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| Conselho Tutelar foi acionado pela equipe médica da UPA, onde ele deu entrada |
A Polícia Civil de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru) instaurou inquérito para apurar as circunstâncias em que um menino de 6 anos, que é deficiente auditivo e fala com dificuldades, foi agredido. A mãe alega que o fato ocorreu quando ele estava sob cuidados do padrasto, mas a polícia não descarta eventual negligência por parte dela e apura até mesmo a hipótese de tortura.
O delegado responsável pelas investigações, Renzo Santi Barbin, conta que, no início da madrugada desta terça-feira (10), o Conselho Tutelar foi acionado pela equipe médica da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município depois que a criança deu entrada no local com um corte na cabeça e hematomas pelo rosto e corpo. De manhã, o caso foi registrado na delegacia da cidade.
Segundo Barbin, a mãe do menino alega que deixou o filho sob os cuidados do padrasto, com quem está junto há cerca de três meses, para ir até o mercado. A mulher disse ao delegado que ao retornar e ver a criança machucada questionou o namorado, mas ele negou qualquer agressão, insistiu para que ela não procurasse a polícia e deixou a residência por ordem dela.
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| Menino também estava com um corte na cabeça |
Ainda de acordo com Barbin, a mãe argumentou que, como o filho não se queixava de dor, decidiu dormir e procurar atendimento médico para ele no dia seguinte. Ela declarou que, enquanto tomava um banho, o menino entrou correndo no banheiro, escorregou e bateu a cabeça no box, o que resultou em um corte em sua cabeça. Nesse momento, ela decidiu levá-lo até a UPA.
A criança levou alguns pontos e permaneceu internada em observação. O delegado explica que instaurou inquérito para apurar os crimes de violência doméstica e lesão corporal. Além de ouvir conselheiras tutelares, a mãe, o namorado dela e a avó do menino, ele conta que irá aguardar o laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Bauru para saber a dimensão das lesões.
Com base nos exames, Barbin revela que a tipificação do crime pode até ser alterada para tortura. Segundo ele, a criança vai ficar sob a guarda provisória da avó materna durante as investigações. No início da noite, o menino foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual de Bauru, onde permanecia até o fechamento desta edição. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).


