Economia & Negócios

Idec: nova regra não elimina riscos

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 1 min

A economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ione Amorim, avaliou as novas regras para o funcionamento do cheque especial como "tímidas". "A medida é educativa, mas não resolve o problema da oferta e do risco na utilização e também na proposta de refinanciamento do saldo, o que poderá resultar em parcelamentos múltiplos e frequentes de saldos", diz a economista. Outra crítica da economista é o que ela classifica como "ausência de transparência sobre a composição do Custo Efetivo Total" da operação. Sem detalhamento previsto, a nova norma, diz a economista, não fornecerá dados para "avaliar a composição do saldo e os custos adicionais que serão embutidos nos parcelamentos propostos".

Ione Amorim elogia a iniciativa dos bancos de desvincular o cheque especial do saldo apresentado ao cliente. A medida coibirá prática que induzia o consumidor a ter a ilusão de que o saldo disponível era maior sem o devido alerta sobre os custos dessa operação.

Já na avaliação do presidente do Itaú Unibanco, Candido Bracher, as novas regras representam um marco importante e um esforço do setor bancário para ampliar a conscientização e informação dos clientes. "São iniciativas para estimular o cidadão a ter uma melhor gestão de suas contas", afirmou. Bracher disse que ainda é difícil avaliar qual será o efeito da medida nas receitas dos bancos, visto que poderá ajudar a reduzir a inadimplência. "Naturalmente, a taxa sendo mais baixa a receita para o banco poderá ser menor, mas as pessoas podendo administrar melhor seu saldo devedor serão mais capazes de fazer frente a ele", explicou. Outra medida que irá contribuir para a redução dos spreads, frisou, será a criação do Cadastro Positivo, que permitirá aos bancos ver o histórico dos bons pagadores, para poder cobrar uma taxa de juros mais baixa.

Comentários

Comentários