| Bruno Ulivieri/Raw Image/AE |
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| Palmeiras alega que árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza teve influência externa para desmarcar penalidade na decisão do título |
O Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paulista de Futebol informou, na tarde dessa segunda-feira (23), a decisão pelo arquivamento do processo em que o Palmeiras pede a impugnação da final do Campeonato Paulista contra o Corinthians, por considerar que houve interferência externa no lance do pênalti que primeiro foi marcado, depois anulado pelo árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza.
Segundo relatório lido pelo Dr. Marcelo Augusto Gondim Monteiro, relator do caso, o Palmeiras não apresentou elementos suficientes que pudessem comprovar interferência do diretor de arbitragem da Federação Paulista de Futebol, Dionísio Roberto Domingos, que estava à beira do gramado. Com o arquivamento do caso, o Palmeiras pode recorrer no pleno do TJD-SP. Novas provas que o clube eventualmente possa apresentar darão início a um novo processo.
CELULAR
A investigação do Palmeiras sobre a suposta interferência externa na final do Paulistão encontrou um membro da Federação Paulista de Futebol à beira do gramado com um celular na mão, o que infringe o regulamento da competição. Fotos ainda mostram que há contradição no depoimento dos envolvidos, especialmente na fala do diretor de arbitragem da entidade, Dionísio Roberto Domingos.
A reportagem teve acesso a parte do documento elaborado pela Kroll, empresa que foi contratada para ajudar o clube na busca de provas que a atuação do árbitro ao anular o pênalti marcado em cima de Dudu foi irregular. Nele, três fotos tiradas em momentos diferentes mostram Marcio Verri Brandão com o aparelho na mão.
As duas primeiras exibem Verri durante o intervalo, mexendo no aparelho, trajando calça jeans, um terno cinza e um sapato branco. Com a mesma roupa, ele aparece na última delas. Na ocasião, Dudu está com a bola na marca de pênalti no primeiro plano, com o funcionário da Federação à beira de campo olhando para seu aparelho, em segundo plano.
Em depoimento dado no Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo, na última semana, o diretor de arbitragem da FPF, Dionísio Roberto Domingos, disse que "achava que Verri era apenas um segurança" dos árbitros e reforçou que não é permitido o uso de celular durante a partida.
Um documento publicado pela própria FPF em seu site, no dia 19 de maio de 2016, mostra que Verri faz parte de uma Comissão Estadual de Arbitragem da entidade, cujo presidente, à época, era Ednilson Corona.
O relatório da Kroll ainda mostra os fatos em ordem cronológica. De acordo com a investigação, a TV Globo exibiu o replay do lance às 17 horas, 31 minutos e 42 segundos. Cinco segundos depois, Verri foi flagrado olhando para seu celular à beira do campo.
Ainda de acordo com o documento, Paulo César de Oliveira, comentarista de arbitragem, disse na transmissão que não houve penalidade às 17 horas, 31 minutos e 49 segundos, quando Verri já estava à beira de campo e perto de Dionísio. Por fim, às 17 horas, 31 minutos e 56 segundos, Dionísio anda na direção de um dos auxiliares e estabelece contato visual a partir das 17 horas, 32 minutos e 14 segundos. Um vídeo exibido pela TV Palmeiras mostra o contato da dupla. O procurador Marcelo Monteiro afirmou que as imagens não fizeram parte do processo.
