Dados divulgados na última sexta-feira indicam crescimento do desemprego: 13,1% da População Economicamente Ativa, atingindo 13 milhões e 700 mil pessoas. É o maior nível desde maio do ano passado. Os dados vieram acima das expectativas e, sem dúvida, é o grande desafio da economia brasileira. A recuperação econômica está vindo mais lentamente do que o esperado e o efeito colateral é o aumento no desemprego.
Dólar nervoso
Semana marcada pelo nervosismo no mercado cambial. A aversão a risco tem sido a tônica do mercado, que, na dúvida, leva investidores a optarem por ativos menos arriscados e elevam a demanda por dólar. O capital estrangeiro se desfaz de suas posições aqui no Brasil (ações, títulos públicos, entre outros) trocando reais (R$) por dólares (US$) destinando estes para outros ativos no resto do mundo.
De quais riscos estamos falando?
Um dos motivos apontados para este movimento de compra de dólar é a possibilidade de uma onda inflacionária em várias economias mundiais. Os preços das commodities têm subido além do razoável. O preço do barril de petróleo tem oscilado e está em alta. No caso brasileiro ainda há o risco politico. A indefinição do quadro sucessório e a insegurança jurídica são motivos apontados pelos operadores do mercado. Também já há consenso que os juros americanos subirão atraindo o capital estrangeiro para aquele País.
Câmbio flutuante e Inflação importada
O Brasil adota do câmbio flutuante. Assim, a cotação do dólar segue em parte a lógica da oferta e procura. Em parte porque o governo, através do Banco Central, pode intervir neste mercado comprando ou vendendo a moeda norte-americana, forçando a cotação para baixo ou para cima. A elevação da cotação faz parte deste jogo, mas o que é problemático é observar alta expressiva em pequeno espaço de tempo. Caso persista na cotação mais elevada poderemos ter encarecimento dos produtos importados, trazendo a denominada inflação importada. Na outra ponta as exportações são favorecidas. De qualquer maneira no fechamento da semana o nervosismo foi reduzido e as cotações ficaram mais comportadas. Vamos acompanhar.
Imposto de Renda: amanhã último dia
O prazo está se esgotando. Para quem é obrigado a entregar a declaração do Imposto de Renda tem até amanhã, dia 30 de abril, para enviar a declaração preenchida à base da Receita Federal. Caso você não consiga finalizar com todos os dados, é preferível enviar incompleta, e logo que a Receita Federal disponibilizar, baixar o programa de retificação dos dados e enviar as correções. Assim você evitará a multa mínima de R$ 165,74 ou 20% do imposto devido.
Preço do frango deve cair
Com o embargo da União Europeia, a compra do frango brasileiro haverá, no curto prazo, queda no preço interno. A previsão é de queda entre 10 e 12% já a partir de junho. Coloquei no curto prazo porque a indústria irá reduzir a produção e a oferta será diminuída ao longo do tempo. Então, consumidor, aproveite. Tristeza de uns (produtores), alegria de outros (consumidores).
Juro no cartão cai, mas ainda é alto
A taxa de juro do cartão de crédito no Brasil é semelhante à pessoa que se afogava a 5 metros e a conseguiu subir um pouco e está a 4 metros, ou seja, continua se afogando. Após um ano das novas regras que forçam o parcelamento do saldo da fatura a juros menores, a taxa média caiu de 490,3% ao ano em 2017 para 334,5% agora. Viram que a frase está correta, afinal, quem em sã consciência consegue não se enrolar ao pagar mais de 300% de juros ao ano enquanto a renda aumenta, quando muito na casa dos 3% ao ano? Organize suas finanças, seja rigoroso e pague a fatura integralmente. Não dê um tiro em seu próprio pé.
Novas regras no cartão de crédito
O cartão de crédito terá novas regras a partir de junho. As administradoras não terão mais a obrigação em colocar o mínimo de 15% para pagamento da fatura e os juros de mora deverão ser idênticos aos juros contratados. É nova tentativa em reduzir o custo final ao consumidor. Na prática aliviará, mas a solução está como colocado acima, pagar a fatura integral e evitar o máximo utilizar esta linha de financiamento.
Mude já, mude para melhor!
Agradeço as manifestações de felicitações por mais um ano completado ontem dia 28. É muito bom saber que estamos rodeados de amigos e que nos querem bem. Trocar de idade nos leva a refletir o quanto estamos amadurecendo, o quanto estamos trilhando um caminho que nos permita conquistar e repartir a felicidade. A rotina nos massacra, mas a beleza da vida, do estar vivo, nos joga para cima e recarregam nossas energias. Uma coisa eu tento praticar: estar aberto às mudanças e crescer com elas. Obrigado amigos pelo carinho. Mude já, mude para melhor! Acesse e assine o canal Planeta Economia (youtube.com/planetaeconomia).