| Joshua Roberts/Reuters |
![]() |
| Donald Trump com Emmanuel Macron na Casa Branca: americano não foi convencido pelo francês |
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, afirmou no sábado (28) que as exigências feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para mudar o acordo nuclear de Teerã com as potências mundiais são inaceitáveis. Trump afirmou que, a menos que os aliados europeus consertem as "terríveis falhas" no acordo nuclear até 12 de maio, ele se recusará a cumprir o acordo firmado com o Irã.
Nesta semana, em encontro com o presidente da França, Emmanuel Macron, Trump afirmou que os EUA gastam "barris de dinheiro" e o Irã continua a fazer testes balísticos e a disparar mísseis. "Que tipo de acordo é esse?", disse ele, citando que o Irã "parece estar por trás de todos os problemas" no Oriente Médio, em referência à Síria e ao Iêmen.
ULTIMATO
Ele deu um ultimato aos sócios europeus até 12 de maio para endurecer o texto, que contempla limitações ao programa nuclear iraniano em troca de um alívio às sanções financeira contra Teerã.
E o chanceler não foi o primeiro iraniano a criticar o presidente dos EUA. O presidente Hassan Rowhani descartou fazer mudanças no acordo na última quarta-feira (25). "Enquanto nossos interesses estiverem garantidos, vamos continuar no acordo, esteja os EUA nele ou não", afirmou. "Mas se nossos benefícios não forem garantidos, nós não continuaremos no acordo, não importa as circunstâncias."
O Irã, que participou neste sábado (28), em Moscou, de encontro com a Rússia e a Turquia para tratar da Síria, saudou a reunião histórica entre os líderes da Coreia do Norte e da Coreia do Sul, mas criticou o fato de os EUA ocuparem o papel de negociador.
O acordo nuclear, de julho de 2015, tem 159 páginas e foi negociado por Irã, EUA, Reino Unido, Alemanha, França, China e Rússia.
