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CPI dos Plantões notifica prefeitura em Barra Bonita


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Câmara de Barra Bonita/Divulgação
Edson, Marcos Gava e Adriano Testa em entrevista sobre a CPI

Os vereadores Marcos Gava (PR), Edson Souza de Jesus (PSDB) e Adriano Testa (PROS) anunciaram nesta quarta-feira (2) durante entrevista coletiva realizada na Câmara de Barra Bonita (68 quilômetros de Bauru) o início dos trabalhos da chamada "CPI dos Plantões", que irá investigar aplicação de verbas públicas no Hospital e Maternidade São José.

O foco da CPI é a apuração da manutenção do serviço de Pronto-Socorro (PS) e do pagamento dos plantões médicos. Os trabalhos deverão ser concluídos em 60 dias. Os parlamentares enviaram ofícios à prefeitura e ao Hospital São José. O Executivo deverá encaminhar à Câmara, no prazo de até 20 dias, cópia dos contratos, convênios e demais documentos relativos a serviços, prestações de contas e empenhos de pagamentos entre 2013 e 25 de abril de 2018.

O hospital terá o mesmo prazo para fornecer informações sobre plantões presenciais e à distância, dados dos diretores clínicos, relação das despesas com pessoal, produtos e serviços contratados, cópia do estatuto e fonte de recursos.

"Após a chegada desses documentos, o próximo passo será ouvir o testemunho de funcionários, médicos e a população em relação à qualidade do serviço realizado pelo pronto-socorro", explica Gava. Presidente da CPI, ele afirma que haverá o compartilhamento de informações com a Justiça Federal de Jaú.

Ainda segundo Gava, os trabalhos serão finalizados a partir da elaboração de relatórios apresentados em plenário e que, posteriormente, serão encaminhados ao Ministério Público (MP). "Vamos apurar tudo sem conceito de valores. Temos que analisar o assunto com cautela para não acusarmos injustamente as pessoas", afirma Edson. 

A abertura da CPI foi motivada por recente ação ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF). Em fevereiro, dois médicos do hospital tiveram os bens bloqueados pela Justiça Federal até o limite de R$ 94,9 mil a pedido da Procuradoria da República. Eles são acusados pelo MPF de enriquecimento ilícito e violação de princípios da administração pública. Segundo os autos, com apoio do coordenador de plantões do PS, um plantonista recebeu indevidamente pagamentos em dobro por plantões realizados entre junho de 2016 e março de 2017.

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