Regional

Fumaça incomoda moradores de Cabrália

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Divulgação
Fumaça vem incomodando moradores de Cabrália Paulista

Moradores de Cabrália Paulista (45 quilômetros de Bauru) estão sofrendo com a fumaça resultante da produção dos fornos de carvão que paira diariamente sobre a cidade, formando uma espécie de névoa. Segundo a população, com a chegada do outono e o clima seco, esse problema tem aumentado, provocando a sensação de falta de ar e afetando, sobretudo, quem tem problemas respiratórios.

"Muda o clima e a fumaça fica parada sobre a cidade", conta o vereador João Martins Junior (PSDB), que conta ter sido procurado por vários moradores em razão da fumaça. Ele diz que, na próxima semana, irá protocolar ofício na Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) pedindo fiscalização rigorosa nas carvoarias para verificar se elas estão cumprindo a legislação ambiental.

Procurada pela reportagem, a Cetesb informou por meio da assessoria de imprensa que não recebeu nenhuma reclamação na agência de Bauru sobre incômodos gerados por carvoarias em Cabrália Paulista. De acordo com o órgão, neste ano, a agência de Bauru registrou apenas três reclamações de moradores da cidade, todas elas relativas à queima de resíduos de podas de árvores.

"No último dia 24 de abril, foi realizada inspeção no município de Cabrália Paulista, especificamente no final da rua Francisco Bueno dos Reis, bem como rua Mateus Riga de Oliveira, para verificar o problema reclamado. Na oportunidade, foram verificados vestígios da ocorrência de queima de galhos e outros resíduos de madeira", revela.

"O prefeito e o vice-prefeito de Cabrália Paulista se comprometeram a providenciar área adequada para disposição desses resíduos, inclusive afastada da área urbana, de modo a evitar que terceiros coloquem fogo nos resíduos".

PROVIDÊNCIAS

O prefeito José Madrigal Ruda Filho (PTB), o Zequinha Madrigal, afirma que terceiros atearam fogo em uma área onde funcionava antiga estrada municipal que abrigava restos de poda e entulhos depositados há algum tempo pelo município. Segundo ele, a prefeitura já está depositando esse tipo de material em uma área afastada, na zona rural.

Madrigal explica que está avaliando a possibilidade de limitar ou barrar o acesso da população ao local onde a Cetesb constatou a queima dos restos de poda. Ele informou também que irá reformar máquina trituradora de galhos que o município possui para que esses restos sejam doados para empresas que usam o material como matéria-prima.

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