Tribuna do Leitor

Dinheiro, eis o combustível do mundo

Demerval Assis da Silva
| Tempo de leitura: 2 min

Este último Dia do Trabalho foi propício dia refletirmos sobre o trabalho em si, e a sua paga, que muitas vezes é a única razão para nos sujeitarmos, ou se preferirem, nos dedicarmos a ele.

Pelo que tenho visto, sem pesquisas ou números exatos, é que dificilmente se consegue aliar o que gostamos de fazer ou para o que fomos "talhados" e a forma ou profissão com a qual ganhamos o nosso pão.

E mesmo levando em consideração os prazeres do ócio, este sem o trabalho entremeando-o, passando do prazer para o tédio, tirando as exceções que também não imagino os números.

Mas o fato é que pelo sim ou pelo não todos precisamos de uma ocupação e da renda que esta nos proporciona, chamada de salário.

Mas no capitalismo que impera, acabamos perdendo (quase todos) a noção que, misturada às insatisfações, vão nos impulsionando automática e perigosamente para frente, nome que eu daria a isso seria ilusão.

Não sabendo novamente dos números, mas de fácil percepção, seria o fato de que os grandes capitais estão nas mãos de poucos, que "inteligentemente" aceleram sem parar e cada vez mais rápido a "roda do rato", "o cão correndo atrás do rabo" e outros "engenhos motivacionais" para maioria se fartar, de vento.

Quem é o culpado? Pode ter sido uma tal Eva, que impulsionou um tal Adão e ambos caíram no conto da serpente. Livre arbítrio, termo também da mesma "fonte" das duas linhas acima, seria a chave para não cairmos em tentações, que tem levado muita gente às engrenagens de fatais armadilhas.

Se contentar com um justo salário que não iria além do que podemos carregar, ou seja, além do que pode ter um ser humano para uma vida feliz (levando-se em conta que temos apenas uma vida para vivê-la), comer, beber, morar se vestir, gozar da vida que nos foi dada com dia e data de início, mas sem minuto nem hora para acabar, e com o este querer muito nos fazem escravos dos nossos quereres, e não necessariamente de termos estes em mãos. Tornando assim nossas metas, meras miragens, que jamais poderemos alcançar, mas tudo isso são decisões que cada um deve pesar, os frutos virão como as maçãs vermelhas e belas, ficando para depois da degustação destas saber se a beleza plástica de tão maravilhosas frutas valerá o preço pago com tanto labor, pela intensidade do sabor.

Um bom dia do trabalho a todos, sempre!

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