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DJ, skatista, ciclista, atleta...

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 6 min

Samantha Ciuffa
Teruo é bauruense e encontrou, na música e no esporte, a sua razão de viver

Qualquer um perde o fôlego só de ouvir Teruo Kosaka contar tudo o que faz, no auge dos seus 56 anos. Nascido e criado em Bauru, ele trabalha como DJ, porém, nas horas vagas, anda de skate e de bike, além de correr maratonas - até agora, já foram 13 São Silvestres.

Aos 14 anos, Teruo começou a trabalhar em seu primeiro emprego, a Foto Cherry, fato que determinou a profissão que escolheria mais para a frente. "Sempre fui ligado a eventos, desde a época da Foto Cherry. Da fotografia, passei para a filmagem e, hoje, sou DJ", relata.

Entretanto, antes de saber em qual área gostaria de atuar, o DJ resolveu tentar a vida no Japão, de onde só guarda boas lembranças. Além de trabalhar com música, Teruo não abre mão de praticar o bom e velho skate, bem como a bicicleta e, ainda, a corrida.

Abaixo, o DJ fala sobre a sua vida pessoal e profissional, a sua experiência fora do País, além dos seus (muitos) hobbies. 

Jornal da Cidade - Você é bauruense nato. Como foi a sua infância?

Teruo Kosaka - Eu nasci e fui criado em Bauru. Passei os primeiros 7 anos da minha vida na quadra 10 da rua Agenor Meira. Em seguida, morei na quadra 10 da rua Sete de Setembro, até os 22 anos. Depois, me mudei para a Anvar Dabus e lá fiquei até 1990, quando decidi viver no Japão. Na volta, em 1993, me mudei para a rua Luiz Bleriot, no Jardim Europa, onde fiquei até 2003. Retornei à Anvar Dabus, porque me separei e passei a morar com a minha mãe. Em 2013, me casei novamente e, hoje, moro na rua Sady Amorim, no Jardim Marambá. Enfim, a maior parte dos meus amigos de infância eu fiz na Sete de Setembro, afinal, fiquei mais tempo naquele endereço. Brinquei muito de bola, futebol, bicicleta etc.

Samantha Ciuffa
O atleta coleciona as medalhas de todas as corridas que participou

JC - Qual era a profissão dos seus pais?

Teruo - O meu pai trabalhava na Foto Cherry. Inclusive, eu, os meus irmãos e os meus tios também passamos pela empresa, que era da família. Já a minha mãe costurava e cuidava da casa.

JC - Então, você começou a trabalhar muito cedo?

Teruo - Eu comecei a trabalhar com 14 anos, em 1976, na Foto Cherry. Lá, eu fiz de tudo. Comecei no laboratório, de preto e branco, virei gerente da loja da Virgílio Malta, mas voltei para a matriz, onde trabalhei no balcão. Entre 1982 e 1986, ocupei a função de gerente da unidade da avenida Duque de Caxias.

JC - A fotografia, portanto, foi o seu primeiro emprego. Isso influenciou, de alguma forma, o que você veio a desenvolver mais para a frente?

Teruo - Sempre fui ligado a eventos, desde a época da Foto Cherry. Da fotografia, passei para a filmagem e, hoje, sou DJ.

JC - Essa relação com a música, especificamente, também é antiga?

Teruo - Eu gostava como hobby, porém, a profissão propriamente dita eu só exerci depois que voltei do Japão, em 1993. Desde que comecei a trabalhar na Foto Cherry, ainda adolescente, eu tinha uma conta na antiga Discoteca de Bauru. Na época, eu curtia muito pop rock nacional e internacional, principalmente. 

Samantha Ciuffa
Teruo fez da paixão pela música a sua profissão

JC - O que fez depois que saiu da Foto Cherry?

Teruo - Montei uma locadora de VHS, entre 1986 e 1990, até que teve o Plano Collor e deixou a economia do País péssima. Não pensei duas vezes e resolvi tentar a vida no Japão. Lá, eu trabalhei em diversas fábricas que produziam peças para montadoras de carros. 

JC - Não estranhou a língua? Já sabia falar japonês?

Teruo - O meu pai nasceu no Japão e veio ao Brasil com 7 anos. Portanto, ele falava japonês. Quando eu cheguei ao Japão, as pessoas falavam que o meu japonês era semelhante ao dos avós delas, porque a língua vai mudando com o tempo. O pessoal dava risada.

JC - Por que você decidiu voltar a Bauru?

Teruo - Na verdade, a minha primeira esposa foi ao Japão logo depois de mim, mas quis voltar, porque sentia falta da família. Resolvi vir junto. Contudo, a ideia era ficar um tempo em Bauru e retornar ao Japão. Nunca mais voltamos.

Arquivo Pessoal
Em 1990, Teruo rodou Tóquio, no Japão, de bicicleta

JC - Quando voltou a Bauru, trabalhou com o quê?

Teruo - Eu abri a Arqvídeo, uma locadora de CD e DVD, na casa da minha mãe, na Anvar Dabus. Na época, não havia mais VHS. Voltei do Japão com um acervo de 200 CDs, aproximadamente. Em 1995, eu vim para a quadra 24 da rua Gustavo Maciel, de onde não mais saí. A partir de 2000, eu comecei a intercalar a locadora com a profissão de DJ, porque tive de me adaptar à nova realidade. Hoje, este local funciona apenas como o meu escritório. Não trabalho mais com locação, mas já armazenei um acervo de 12 mil CDs. 

JC - Você fez faculdade?

Teruo - Eu dei início a dois cursos de graduação, mas não terminei nenhum deles: engenharia mecânica e processamento de dados na Fundação, onde hoje é a Unesp. Não dei conta de conciliar a faculdade com o trabalho na Foto Cherry.

JC - E o skate? Está na sua vida desde quando?

Teruo - Desde que tinha 14 anos. Como eu já trabalhava, tinha um dinheirinho para comprar as peças e praticar o esporte. Em 1980, eu mudei do skate para o patins, porque teve uma febre desta modalidade. Inclusive, havia duas pistas em Bauru, a do Clube dos Bancários e a da Flying Roller.

Arquivo Pessoal
O atleta já participou de diversas maratonas e São Silvestres

JC - Praticou algum outro esporte?

Teruo - Logo que acabou a febre dos patins, comecei a jogar hóquei, no Bauru Tênis Clube (BTC). Depois, treinei taekwondo por oito anos, até chegar na 5.ª faixa, a azul. Entre 1986 e 1990, voltei a andar de skate, na Pista do Toninho, onde ficava a antiga Cervejaria dos Monges. Em 1989, também integrava um grupo de Mountain Bike e fazíamos trilhas, até 1990, quando me mudei para o Japão. Lá, eu também andava de bicicleta - tanto que dei a volta em Tóquio inteira. Ao voltar do Japão, em 1993, participei de outro grupo de Mountain Bike, o "Vai quem quer", onde fiquei até 1998. Nesta época, especificamente, no dia 31 de dezembro de 1998, corri a minha primeira São Silvestre, em São Paulo.

JC - De quantas maratonas já participou?

Teruo - Olha, já participei de 13 São Silvestres, sete maratonas e mais de 10 meias maratonas. Faz um tempinho que não corro, devido ao meu trabalho, mas pretendo participar da São Silvestre deste ano. Até hoje, eu treino com o cabo Alcides, no BTC.

JC - Você não aparenta ter a idade que tem, principalmente, por conta de todas as atividades que desenvolve. Como se vê daqui a alguns anos?

Teruo - Eu me vejo da mesma forma que me vejo hoje. Se eu parar, eu morro.

Arquivo Pessoal
Teruo com a esposa Raquel e as filhas Beatriz, Júlia e Letícia

Perfil

Nome: Teruo Kosaka

Idade: 56 anos

Pais: Masamitsu Kosaka (já falecido) e Rosa Kosaka

Irmãos: Milton Yugo Kosaka, Erika Kosaka Taga e Ligia Seika Kosaka Veronese

Esposa: Raquel Ishikawa Hory

Filhas: Júlia Hernandes Kosaka, de 21 anos, Letícia Hory de Freitas, de 10, e Beatriz Mie Hory Kosaka, de 4 anos

Times: Corinthians

Filmes: Todos do Quentin Tarantino

Livros: Gosto de ler biografias. A última que li foi "Guga, um brasileiro"

Signo: Aquário

Contato: (14) 99793-4946 (WhatsApp); teruokosaka@hotmail.com (e-mail); DJ Teruo (Facebook); e Teruo Kosaka (Instagram)

 

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