| Câmara de Pederneiras/Divulgação |
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| Funcionários da prefeitura foram à sessão da Câmara para protestar contra proposta de aumento de 2% |
Em sessão atípica, que contou com protesto de grupo de servidores públicos, a Câmara de Pederneiras (26 quilômetros de Bauru) rejeitou nesta segunda-feira (7) por seis votos a um projeto de lei do Executivo que concedia reajuste de 2% aos funcionários municipais. Com isso, a categoria ficará sem aumento salarial neste exercício. Pela manhã, funcionários de uma creche cruzaram os braços e cerca de 100 crianças ficaram sem atendimento (veja texto ao lado).
Os servidores que protestaram na sessão reivindicavam aumento equiparado às gratificações recebidas por ocupantes de cargos comissionados. Com os votos contrários dos vereadores Ezequiel Lima (PRP), Adriano do Postinho (PRP), Chapéu (PSDB), Danilo Alborghetti (PV), Durva (PV) e Professor Marildo (PSL), projeto de lei que concedia 2% de reajuste à categoria foi rejeitado. O único voto a favor foi de Vartão do Sucatão (PSB). A vereadora Regina Barrach (MDB) se absteve de votar.
Chapéu declarou que a folha de pagamento está "inchada" por conta de administrações anteriores. Adriano do Postinho disse que o discurso da campanha não está sendo cumprido. "O problema não era dinheiro, o problema era gestão", falou. Professor Marildo defendeu a diminuição dos cargos de confiança. Ezequiel Lima cobrou a união de forças em prol da cidade. Para Danilo Alborguetti, a categoria precisa ser ouvida. "Concordo que muitas coisas têm que ser melhoradas", disse.
A vereadora Durva também criticou o aumento. Já Regina Barrach apresentou dados comparativos referentes aos cargos comissionados e gratificados dos anos de 2016 e 2018 e folha de pagamento dos anos de 2012 a 2017 e atribuiu a origem da diferença salarial entre funcionários à Lei Municipal 3.122. "O que foi feito no passado, estamos pagando agora", afirmou. "Como uma folha de pagamento salta de R$ 32 milhões em 2012 para R$ 57 milhões em 2016?".
Mesmo não participando da votação, o presidente da Câmara, Joãozinho da Farmácia (PSDB), usou a tribuna para dizer que a maioria dos funcionários ouvidos por ele era contrária ao reajuste de 2%. Projeto de lei do Legislativo que reajustaria o salário dos servidores da Casa em 2% foi retirado da pauta da sessão.
'TRANSPARENTES'
A prefeitura alega que a situação financeira do município, com crescente queda de receita, impediu a concessão de um reajuste maior e defende que os 2% de reposição salarial, somados ao adicional por tempo de serviço, gerariam um aumento no final de 2018 da ordem de 4%, valor superior à inflação registrada no período segundo dados do IPC-FIPE, que foi de 1,93%.
"Desde o início, nós fomos muito transparentes e honestos com a Câmara Municipal e com os funcionários públicos, informando que esses 2% eram a única possibilidade de aumento. Com certeza gostaríamos de conceder reajuste maior aos nossos servidores, mas temos que trabalhar dentro de uma política financeira transparente e responsável", afirmou o prefeito Vicente Minguili (MDB).
Sem aula
Na manhã desta terça-feira (8), 18 dos 24 funcionários da CMEI Prof.ª Maria Antonia Pereira Tincani, que fica no Jardim Pacaembu, cruzaram os braços e cerca de 100 crianças entre 4 meses e 3 anos ficaram sem aula. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, durante à tarde, houve negociação com os funcionários e a creche irá funcionar normalmente nesta quarta-feira (9). O Executivo diz que não houve registro de paralisação em outros setores da prefeitura, que conta com cerca de 1.500 servidores.
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