| Fotos: Malavolta Jr. |
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| Cleverson Pereira Júnior e Diogo Pereira conquistaram títulos importantes nos últimos cinco anos, incluindo mundiais |
De origem humilde, eles viram no atletismo uma chance de mudar de vida. Os irmãos Cleverson da Silva Pereira Júnior, de 18 anos, e Diogo da Silva Pereira, de 14, são velocistas da Associação Bauruense de Desportos Aquáticos (ABDA) e conquistaram títulos importantes nos últimos cinco anos, incluindo Mundiais, mostrando que trazem a vitória em seu DNA.
O primogênito relata que conheceu o esporte através do Projeto Acaê, aos 7 anos. "Desde pequeno, eu me identifiquei com o atletismo e, aos 12 anos, me dediquei apenas a esta modalidade", narra. Deu tão certo que, em 2014, Cleverson conquistou o título de campeão brasileiro sub-16 da prova de 250 metros, que ocorreu em São Paulo. Em 2015, consagrou-se vice-campeão brasileiro interseleções da prova de 400 metros rasos, em São Bernardo do Campo, feito que repetiu em 2016 e 2017.
Ainda em 2016, o atleta foi campeão sul-americano com revezamento pela Seleção Brasileira, na Argentina, e campeão mundial individual pela Seleção Brasileira, na Turquia. Em 2017, foi campeão sul-americano do revezamento 4x100m, na Guiana. "O atletismo me proporcionou muitas coisas boas, inclusive, conhecer diversos lugares Brasil a fora, coisa que, há algum tempo, sequer imaginava", avalia.
Além de se dedicar ao atletismo, Cleverson está no 2.º ano no curso de Educação Física e o seu irmão do meio, Diogo, pretende seguir os mesmos passos. Aos 10 anos, o garoto começou a praticar atletismo, também através do Projeto Acaê.
Em 2016, o garoto sagrou-se campeão brasileiro interclubes sub-16, em São Bernardo do Campo, e campeão brasileiro escolar com revezamento, em João Pessoa, na Paraíba. No ano seguinte, foi campeão brasileiro escolar individual, em Curitiba, no Paraná, e campeão sul-americano escolar, na Bolívia.
Neste ano, por fim, o atleta tornou-se campeão mundial escolar no revezamento medley (100m, 200m, 300m e 400m), em Marrocos. "Eu sou o irmão do meio. Temos, ainda, o caçula, Giovani, de 10 anos, que também pratica o esporte. O sucesso do meu irmão mais velho me inspirou bastante. Eu era preguiçoso, mas tive uma vontade enorme de começar a treinar e acabei pegando amor", revela.
TUDO JUNTO
Embora haja diferença de idade e de modalidade dentro do atletismo, Cleverson e Diogo costumam exercitar-se juntos. "É muito gostoso treinar em família, porque um motiva o outro e indica o que está errando, para chegarmos ao nosso melhor desempenho", complementa o primogênito.
"O caçula começou no atletismo aos 8 anos e, desde então, tem mais vontade de ser atleta do que nós, quando éramos pequenos. É legal ver que ele se espelha em nós", acrescenta o irmão do meio.
Os atletas alegam, ainda, que o que mais os agrada no atletismo é o fato de ser um esporte individual e exigir que os resultados dependam tão somente de cada indivíduo. "O nosso sonho, claro, é disputar uma Olimpíada. Estamos trabalhando para isso", antecipa Cleverson.
MAIS UM ESPELHO
Assim como os irmãos, o seu treinador, Alcides dos Santos Gonçalves Neto, também teve a quem se espelhar. "Eu comecei treinando atletismo com o meu avô, o cabo Alcides, que foi uma inspiração para mim", completa.
Ainda de acordo com o treinador, o atletismo da ABDA só vem crescendo - tanto a procura das crianças para participar do projeto quanto os resultados dos alunos. Atualmente, a iniciativa conta com a participação de 900 crianças e adolescentes.
A associação existe desde 2010 e atende, graças ao trabalho de voluntários e algumas parcerias com empresas privadas, 4 mil jovens, com natação, polo aquático, atletismo, além de uma orquestra e de um coral.
| Malavolta Jr. |
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| O treinador Neto Gonçalves também teve um espelho em casa: o seu avô, o cabo Alcides |
| Malavolta Jr. |
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| Cleverson e Diogo treinam juntos, inspirando-se e apoiando-se mutuamente |


