Regional

PM de Bariri prende suspeito de desviar aposentadorias

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Militar (PM) de Bariri (56 quilômetros de Bauru) prendeu na manhã de domingo (13) um advogado de 44 anos suspeito de desviar aposentadorias de idosos na cidade. Segundo a polícia, ele estava foragido há cerca de um ano e tentou fugir quando percebeu que as viaturas se aproximavam da chácara onde foi detido.

A PM informou que foi até uma propriedade rural entre Bariri e Boraceia, por volta das 8h, após receber denúncia de que H.F. (apenas as iniciais foram divulgadas) estaria escondido no local. De acordo com a corporação, ele estava com a prisão decretada por crimes cometidos durante o exercício da função de advogado previdenciário.

No trajeto, as equipes abordaram um caminhão de transporte de gado conduzido pela esposa do suspeito. O veículo foi revistado, mas ele não foi encontrado. Quando os policiais entraram na chácara informada pelo denunciante, avistaram o advogado na varanda. Ele tentou se esconder num curral, mas um cerco foi feito e ele acabou detido.

Conforme divulgado pelo JC, H.F. já havia sido preso em agosto de 2016, em operação da Polícia Civil, por suspeita de desviar valores retroativos de aposentadorias de pelo menos oito clientes. No dia anterior à operação, ele teve a prisão preventiva decretada pela Justiça depois que investigações comprovaram seu envolvimento em fraudes.

Na ocasião, o delegado Marcílio César Frederici de Mello revelou que a prisão foi concedida para resguardar testemunhas e vítimas. Segundo ele, o advogado se apropriou de valores retroativos de aposentadorias de clientes, calculados pelo INSS desde a data em que o beneficiário tinha direito a se aposentar até a data efetiva da concessão.

"Ele incluía nos processos de aposentadoria recibos forjados como se ele tivesse feito o pagamento e o cliente tivesse recebido", informou. Ainda de acordo com o delegado, a fraude só era descoberta quando os recém-aposentados buscavam informações sobre os levantamentos dos eventuais valores atrasados a que eles teriam direito. De cada uma das vítimas, de acordo com Mello, o profissional - indiciado pelos crimes de apropriação indébita e estelionato - teria desviado entre R$ 6 mil e R$ 10 mil.

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