| Douglas Reis |
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| Orlando Silva foi ministro do Esporte e atualmente é deputado federal pelo PCdoB |
O deputado federal Orlando Silva (PCdoB) passou por Bauru no último sábado (12), após um ciclo de visitas a cidades da Alta Paulista. Depois, ainda foi a Botucatu. Ele acompanhou o lançamento do Programa Remédio em Casa, feito pelo prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD), da qual a legenda faz parte do governo, com a chefe de Gabinete, Majô Jandreice, presidente local do partido. Além de Majô, outros filiados acompanharam a passagem do deputado pela cidade, entre eles o pré-candidato a deputado estadual Irineu Nje'a, que é de Bauru e formará dobrada com Silva, que concorrerá à reeleição para deputado federal.
O PCdoB lançou Manuela D'Ávila como pré-candidata a presidente, e Orlando Silva acredita que a legenda pode crescer. "Não há motivos para a gente abrir mão da candidatura. O primeiro turno é o momento em que o eleitor escolhe por opção. No segundo turno, você vota por exclusão. Acredito que partidos como o nosso, o PT, PDT e PSOL devem manter suas candidaturas, e se unirem em torno de um nome no segundo turno, pois um deles deve conseguir avançar, historicamente sempre houve um candidato da esquerda no segundo turno da disputa eleitoral de presidente no Brasil. Não acredito que o segundo turno ficará entre dois candidatos da direita ou de centro apenas", enfatiza.
Orlando Silva foi ministro do Esporte no governo do PT, época em que o País conquistou o direito de sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Agora, ele afirma que o momento é outro. "Em dez anos, realizamos as maiores competições esportivas do mundo aqui, e mais do que isso, desenvolvemos programas para atletas com caráter social", reitera.
Líder da bancada do PCdoB na Câmara dos Deputados, Silva diz que os brasileiros não se sentem representados porque o Congresso não é composto da mesma maneira que a população. "O nosso Parlamento se assemelha ao europeu, a maioria de deputados e senadores brancos. Também há poucas mulheres, não chegam a 10%. Como a população vai se sentir representada dessa forma, não tem como. O PCdoB tem uma bancada que reflete de forma mais realista a população brasileira, somos em dez deputados federais, sendo metade mulheres, e com negros, brancos, uma divisão mais semelhante ao que se vê na sociedade", relata.
O parlamentar faz críticas ainda ao governo do presidente Michel Temer. "É um presidente que odeia os trabalhadores, retirou direitos. A nossa pré-candidata a presidente, inclusive, propõe que, caso eleita, seja feito um plebiscito para revogar as medidas do atual governo, que só prejudicaram os trabalhadores brasileiros", defende. Ele cita ainda a necessidade de se reequilibrar o sistema político. "O Judiciário está com uma hipertrofia, enquanto o Executivo e o Legislativo precisam recuperar sua força, para que exista um equilíbrio", menciona.
REGIÃO E ESTADO
Além de participar do governo em Bauru, o PCdoB faz parte da administração de Daniel Alonso (PSDB), em Marília, com a Secretaria de Cultura. "Estamos abertos sempre ao diálogo, e procurando contribuir em cada município onde participamos do governo", finaliza.
No Estado, o PCdoB deve apoiar o pré-candidato a governador Márcio França (PSB), mas a decisão só será conhecida no próximo mês.
