Internacional

EUA desmentem saída do Iraque

Phil Stewart
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - Os Estados Unidos não têm planos de se retirar militarmente do Iraque, disse o secretário norte-americano de Defesa, Mark Esper, a repórteres no Pentágono nesta segunda-feira (6), após reportagem da Reuters sobre uma carta enviada pelas Forças Armadas norte-americanas sobre uma possível retirada.

"Não há nenhuma decisão qualquer que seja de se deixar o Iraque", disse Esper, quando indagado sobre a carta, acrescentando que não foram emitidos planos para preparar a retirada.

"Não sei o que é essa carta... Estamos tentando descobrir de onde vem isso, o que é isso. Mas não houve nenhuma decisão de sair do Iraque. Ponto."

Esper disse que os EUA seguem comprometidos em combater o Estado Islâmico no Iraque, ao lado de seus aliados e parceiros.

CARTA VAZADA

Uma carta vazada das Forças Armadas dos Estados Unidos para o Iraque que criou nesta segunda-feira impressões de uma retirada iminente dos EUA era apenas um rascunho mal redigido de documento que visava apenas destacar o aumento do movimento dos militares, disse a jornalistas o principal general dos EUA.

"Mal escrita, implica retirada. Não é isso que está acontecendo", disse a um grupo de repórteres o general do Exército dos EUA, Mark Milley, chefe do Estado-Maior, a um grupo de repórteres, enfatizando que não há planos de retirada.

O TEOR DA CARTA

"Senhor, em deferência à soberania da República do Iraque, e como solicitado pelo Parlamento iraquiano e pelo primeiro-ministro, a CJTF-OIR vai reposicionar suas forças nos próximas dias e semanas para se preparar para o movimento adiante", afirma a carta do brigadeiro dos fuzileiros navais William H. Seely 3º, comandante-geral da força-tarefa no Iraque.

A autenticidade da carta, endereçada à unidade de operações conjuntas em Bagdá do Ministério da Defesa do Iraque, foi confirmada à Reuters de forma independente por uma fonte militar iraquiana.

Os Estados Unidos têm cerca de 5 mil militares no Iraque e estão enviando mais 3.500 homens.

POMPEO

Os Estados Unidos poderão atacar outros líderes iranianos caso a República Islâmica retalie a morte do comandante da força de elite do Irã Qassem Soleimani, afirmou o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo. 

O político que se reuniu com autoridades iraquianas adiantou ainda que os EUA irão atingir o território iraniano mesmo que as retaliações ocorram a partir dos seus aliados, nomeadamente a Síria, Iémen ou Líbano. Mike Pompeo afirmou que um possível ataque militar dos Estados Unidos estará dentro da lei, prometendo: «Vamos comportar-nos dentro do sistema. Sempre o fizemos e sempre o faremos.

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