Mesmo já tendo sido substituído na Europa, o motor 1.4 turbo de 150 cv, chamado de 250 TSI, ainda está entre os melhores disponíveis em modelos compactos no Brasil. Ele é capaz de mover com bastante desenvoltura o T-Cross. As arrancadas e as retomadas são feitas sem esforço aparente – inclusive, o som do motor nem chega a invadir a cabine. A boa dinâmica do SUV se completa pelo bom controle de carroceria oferecido pela suspensão.
O volante multifuncional é um tanto grande, mas tem uma ótima comunicação com as rodas e permite controlar bem os recursos do carro. O painel do modelo testado contava com o painel digital, que permite navegar por todas as funções, configurar, espelha o GPS e informações do computador de bordo, do sistema de som e de telefonia. O interior é espaçoso e o arranjo dos comandos são os que estão presentes em qualquer Volkswagen, de Gol a Passat.
A suspensão, apesar de rígida, oferece um bom controle de carroceria – o que não é fácil em um SUV com quase 1,60 m de altura. O acerto, no estilo tradicional da Volkswagen, privilegia a estabilidade. Mas cobra um preço: em pavimentos ruins, o conforto na cabine fica comprometido. Neste ponto, o T-Cross está mais para crossover do que para SUV. O espaço interno é outro ponto positivo do T-Cross. Embora não seja muito largo – daí não acomodar bem três adultos atrás , o habitáculo tem boa altura e aproveita muito bem o entre-eixos de 2,65 metros. Os bancos, no entanto, deixam a desejar. Eles têm a maciez correta, mas a ergonomia não é das melhores. Em trajeto longo, cansa os ocupantes da frente. O porta-malas também é tímido para a categoria, com apenas 372 litros de capacidade.