A Região Nordeste de Bauru, ainda marcada por grandes vazios urbanos, será transformada nos próximos anos com a construção de novos residenciais que irão gerar um incremento de cerca de mais 20 mil moradores, distribuídos na região da Quinta da Bela Olinda até o entorno do bairro Vargem Limpa, às margens da rodovia Cezário José de Castilho, a Bauru-Iacanga. Haverá ainda, investimentos em infraestrutura, que incluem a criação de uma nova avenida para interligar alguns destes empreendimentos, além da transposição do córrego Vargem Limpa em três pontos distintos.
Todas as obras serão executadas pelas construtoras responsáveis pelas unidades habitacionais, sendo que parte delas ficará em terras incorporadas há alguns anos ao perímetro urbano do município. Segundo Luís Renato Fuzel, titular substituto da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) e chefe da seção de projetos viários da pasta, a maioria das áreas a serem ocupadas receberá loteamentos horizontais, que contemplarão, ao todo, mais de 7 mil novas moradias populares.
O único complexo de apartamentos é o Vitta São José, da Vitta Construtora e Incorporadora, que abrigará quatro condomínios diferentes em uma área encravada entre o Jardim Pagani e o Jardim Flórida, conhecida como Chácara São José. "O primeiro destes quatro condomínios já está praticamente finalizado. Quando todos forem concluídos, serão, ao todo, cerca de 1.400 unidades habitacionais", aponta.
Mais ao norte, haverá o reloteamento da Quinta da Bela Olinda, que está em fase de registro e será custeado pelos proprietários originais da gleba em parceria com a construtora Ecovita, por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público. A previsão é de que, no total, a área chegue a 2.000 lotes, considerando as residências já existentes.
EM CURTO PRAZO
Já próximo aos residenciais Vida Nova Bauru 1 e 2 (também conhecidos como Vargem Limpa), que totalizam pouco mais de 1.100 moradias, entregues em 2021, serão construídos o Bauru Azevedo, com 1.233 casas, e o Bauru Mello, com ao menos 1.000 unidades.
De acordo com o secretário substituto, ambos são da Pacaembu e o primeiro já está aprovado, com previsão de início das obras em curto prazo. "Recentemente, a empresa ingressou com processo urbanístico do Bauru Mello junto à Seplan. Ainda está em fase de aprovação e, por isso, pode ser que o número de moradias seja alterado", frisa.
Já entre o Bauru Azevedo e Mello e o Vida Nova Bauru, haverá os residenciais Cidade Alegre 1, 2 e 3, com 653, 522 e 532 unidades, respectivamente, a serem implantadas pela Ecovita Construtora em um mesmo loteamento que terá três etapas de implantação. "Assim como o Bauru Azevedo, o Cidade Alegre 1 também está prestes a iniciar as obras", frisa.
Fuzel acrescenta, ainda, que as construtoras serão responsáveis por abrir uma nova avenida naquela região, que começará na marginal da Bauru-Iacanga, ao lado do loteamento Vargem Limpa, para interligação com o Cidade Alegre, Azevedo e Mello. "A Seplan fez a previsão de todo o sistema viário e conexões entre os residenciais e de todas as benfeitorias, além do planejamento para abastecimento de água, perfuração de poços e instalação de reservatórios do DAE", observa, acrescentando, também, que as empresas custearão a transposição (travessia) do Córrego Vargem Limpa em três pontos distintos.
EQUIPAMENTOS
O adensamento populacional que será provocado pela construção de novos empreendimentos residenciais na região Nordeste de Bauru deverá, como normalmente ocorre, resultar na instalação de diversos estabelecimentos comerciais nesta trecho da cidade, tais como supermercados, farmácias, padarias e bares.
Luís Renato Fuzel, titular substituto da Seplan, acrescenta, também, que as construtoras reservaram, por obrigação legal, áreas públicas onde, futuramente, a prefeitura poderá construir unidades de saúde, escolas e praças. "Algumas destas áreas possuem 15 mil, 17 mil metros quadrados. No Bauru Azevedo, inclusive, a Secretaria de Educação já vai começar a definir o projeto que será implantado quando o empreendimento for entregue", frisa.
Ainda de acordo com ele, este processo de urbanização foi impulsionado, entre outros fatores, por esta região estar relativamente próxima a distritos industriais e ser, portanto, um local propício para os trabalhadores da indústria morarem. Há, ainda, o fato de a área estar às margens do entroncamento entre a Bauru-Iacanga e a rodovia Marechal Rondon, que contam com pistas marginais, o que facilita os deslocamentos para outras partes da cidade.