É óbvio. É tão certo quanto a morte e os movimentos de translação e rotação da Terra, mas nem sempre nos damos conta quando estamos vivendo intensamente o presente. Ciclos que começam também acabam, pelo bem ou pelo mal. É preciso se preparar e entender que quase tudo é passageiro. Temos diferentes formas de encarar isso, conforme as emoções durante a trajetória.
Às vezes, o fim do ciclo chega como as mãos de alguém especial que ajuda a tirar os pesos enormes que estavam presos sufocando e machucando a alma. Assim, ficamos mais leves na hora de subir nos voos da vida que levarão à próxima jornada.
Ou pode ser como uma luz que acende iluminando os novos caminhos que vão aparecer depois de dias de escuridão. O vento da felicidade assopra e dá alívio ao mandar longe o que assombrou a mente.
Mas também é possível que o final do ciclo chegue como um inesperado blackout ou uma tempestade que cai de repente quando tudo estava ensolarado. E aquela viagem gostosa na estrada em linha reta que até então se mostrava segura e sem atritos é encerrada, tirando a nossa capacidade de visualizar as sinalizações que indicam o início do percurso seguinte.
Vem a incerteza do futuro e os questionamentos se será possível encontrar outros caminhos. Restará lidar com a mistura da nostalgia e da tristeza que apertará o peito lembrando do quanto era bom e não deveria ter sido encerrado tão cedo. Doerá.
Tudo começa, tudo termina ou, em alguns casos, recomeça. Não iremos controlar todos os acontecimentos da forma que desejamos e nada volta a ser como antes, por mais que em determinadas situações a gente queira.
Mas o que realmente mexe com a cabeça de alguém é quando terminar ou continuar o ciclo vira uma escolha, com o seguinte questionamento: é hora de partir para outro ou devo seguir mantendo o atual?