Regional

Suspeito de manter uma família em condição análoga à de escravo é preso

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Piratininga - Após investigação, a pedido da Polícia Civil de Piratininga (13 quilômetros de Bauru), a Justiça decretou a prisão preventiva de um homem de 69 anos suspeito de manter família em condição análoga à de escravos. Na casa onde eles viviam, trabalhando para ele sem qualquer tipo de pagamento, segundo a polícia, não há banheiro e uma idosa de 60 anos, doente, era obrigada a tomar banho na cozinha, com um balde. O homem também é investigado por suspeita de agressão a duas mulheres e ameaças às vítimas.

De acordo com o delegado Dinair José da Silva, o crime já vinha ocorrendo há cerca de cinco meses, em um sítio no assentamento do Horto Florestal de Brasília Paulista, distrito de Piratininga, que fica às margens da rodovia engenheiro João Baptista Cabral Rennó (SP-225), na altura do quilômetro 263. "Recebemos várias denúncias de que um senhor manteria no sítio pessoas em condição análoga à de escravos", conta.

Investigações conduzidas pela Delegacia de Piratininga revelaram que um homem teria levado a família de uma mulher suspeita de furtar seu ferro-velho em Bauru, no total de quatro pessoas, para trabalhar para ele de graça, em troca do suposto prejuízo que sofreu. "Ele fez esse pessoal trabalhar para ele e cuidar de porcos", diz. "A mãe dela, de 60 anos, doente, era obrigada a tomar banho, no frio, na cozinha, com balde".

Segundo o delegado, as pessoas narraram que, algumas vezes, com pouca comida disponível, chegavam a passar fome. "Eles não eram registrados e as condições internas da casa eram precárias, com todos juntos em uma mesma sala, sem água encanada", declara. "Tinha uma lata e, para pegar água, eles precisavam descer num rio que ficava a cerca de um quilômetro. E ele não fazia questão de pagar nada para eles".

Além do crime de redução à condição análoga à de escravo, Silva explica que o suspeito é investigado por supostas agressões a duas mulheres - a suspeita de furtá-lo e uma amiga dela. Ele nega as acusações. Para decretar a prisão preventiva dele, de acordo com o delegado, solicitada nos autos do inquérito instaurado para apurar o caso, a Justiça levou em conta, ainda, supostas ameaças feitas às vítimas após o início das investigações. A prisão ocorreu nesta terça-feira (11) e ele permanece à disposição da Justiça.

Comentários

Comentários