Política

Projeto para drenagem urbana em Bauru é urgente, diz Cap. Augusto

André Fleury Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

O deputado federal reeleito Capitão Augusto (PL), de Bauru, afirma que vai lutar por um novo projeto de drenagem urbana ao município, a começar pela avenida Nações Unidas, que sofre há décadas com alagamentos e enchentes em épocas de chuva. Inclusive, ele diz que isso é algo urgente. "É inadmissível que pessoas morram afogadas nas enchentes em Bauru em pleno século 21", dispara.

Estimativas recentes, conforme noticiou o Jornal da Cidade em julho, apontam que uma obra deste porte na Nações custe em torno de R$ 700 milhões. "Claro que um projeto como esse não se paga com emendas parlamentares. O que vou buscar é a interlocução com o governo federal para garantir o recurso", afirmou o deputado, durante entrevista ao JC nesta sexta-feira (14).

O parlamentar também quer prioridade na revitalização do Centro de Bauru, com foco inicial no Calçadão da Batista de Carvalho. Acrescenta, porém, que o projeto deve manter as características históricas do local. "Ali, eram os shoppings das antigas gerações. Foi onde o comércio começou. Temos de conservar nossa história, manter nossas origens".

Segundo ele, essa manutenção das características históricas na revitalização do centro urbano gera também uma oportunidade turística. "O turismo é a maior fonte de geração de emprego em todo o mundo. E ele pode crescer ainda mais em Bauru. Precisamos explorar".

CAMPANHA

Embora vitorioso nas urnas para um novo mandato, Capitão Augusto segue em campanha eleitoral. Desta vez, porém, em favor de seus aliados à Presidência, Jair Bolsonaro (PL), e ao governo do Estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Ao JC, o deputado minimizou os impactos da ofensiva de Alckmin (PSB), vice de Lula (PT), pelo Interior Paulista - reduto conservador do Estado - e disse não acreditar em uma reversão do cenário eleitoral paulista. "O Alckmin sabe que o 'tendão de Aquiles' do PT está no Interior de São Paulo. É natural que ele venha com essa estratégia. Mas não deve ter muito efeito", afirma.

Segundo Capitão Augusto, o foco das campanhas de Bolsonaro e Tarcísio está, agora, na cidade de São Paulo e em sua região metropolitana, onde o PT de Haddad e Lula tem mais força.

O parlamentar também nega que exista um clima de "já ganhou" com relação ao candidato Tarcísio de Freitas. "Temos muito trabalho pela frente. Estamos otimistas, mas não subestimamos o adversário".

CENÁRIO

A chamada "bancada da bala", da qual Capitão Augusto é líder na Câmara dos Deputados, ganhou 12 novos parlamentares para os próximos quatro anos. Mas seu quadro passou por mudanças: haverá menos deputados policiais, que foram substituídos nas urnas nestas últimas eleições por "influenciadores" da direita que ganharam expressão, sobretudo na Internet.

Apenas 12 dos 25 deputados atuais desta frente parlamentar se elegeram. "Temos uma bancada maior, mas lamento a derrota dos que já participam dela", disse.

MANDATO

Impactado pelas eleições, foco majoritário dos parlamentares, o Congresso não deve votar temas importantes até o final do ano, afirma Capitão Augusto. "É um período muito ruim para pautar projetos sensíveis. Até porque estamos com sessões semipresenciais".

Estão descartadas, portanto, propostas como as reformas Administrativa ou Tributária. E também a polêmica dos institutos de pesquisa. "Temos um projeto para regulamentar o setor, mas isso só deve entrar no ano que vem", conclui o deputado federal.

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