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Campanha de Haddad mira Bolsonaro e cola em Lula

FolhaPress
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São Paulo  - Em segundo lugar no primeiro turno do Governo de São Paulo, a campanha de Fernando Haddad (PT) tem sido uma plataforma de críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PL), rival de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida presidencial e padrinho do seu adversário na eleição local, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Neste segundo turno, Haddad tem mirado em Bolsonaro nas propagandas veiculadas na televisão e no rádio.

Políticos petistas envolvidos nas campanhas de Lula e Haddad afirmam que a desconstrução do presidente beneficia a ambos igualmente. A pedido da presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), dois membros da cúpula da campanha de Haddad, o deputado estadual Emídio de Souza (PT) e o presidente do PT paulista, Luiz Marinho, foram escalados para fazer a interlocução com a campanha de Lula e frequentar as reuniões que tratam do pleito nacional.

Agora, a orientação é seguir a mesma tática. Para os petistas, atingir Bolsonaro significa também minar Tarcísio.

Foi o que ocorreu ontem quando, ao lado do ex-presidente Lula em São Paulo, eles realizaram caminhada, em São Mateus, zona Leste da cidade.  Lula disse  que seus apoiadores não devem aceitar provocação de bolsonaristas e devem evitar brigas.

"Quero pedir a cada um de vocês que até o dia 30 não aceitassem nenhuma provocação, não aceitassem provocação de bolsonarista", disse Lula.

TEBET

A 13 dias do segundo turno, o petista também pediu que seus apoiadores conversem com pessoas que ainda estão indecisas ou que não foram votar --a campanha de Lula trabalha para diminuir a abstenção no dia da votação. "Precisamos visitar as pessoas que estão em dúvida, pessoas que não quiseram votar, que se abstiveram de votar para a gente convencer elas a votarem no Haddad e no Lula. À noite Lula teria encontro com Simone Tebet (MDB), mas ela já estreou em vídeo publicado na internet pela campanha de Lula dizendo que o Brasil piorou durante o governo Bolsonaro: quase 80% das famílias estão endividadas. O Brasil não aguenta mais Bolsonaro", afirmou Tebet em vídeo de 30 segundos publicado pelo PT nas redes sociais.

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