| Adriano Machado/Reuters | |
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| Integrante da Força Nacional escolta caminhão na BR-04, na cidade de Luziânia, em Goiás |
O presidente Michel Temer anunciou, agora há pouco, a redução no preço do Diesel de R$ 0,46 centavos por litro "na hora de encher o tanque".
"Para isso, o governo está assumindo compromissos no Orçamento", afirmou. "Mas sem prejudicar a Petrobras".
A segunda medida: "O preço do óleo diesel, já barateado, será válido para os próximos sessenta dias. E, a partir daí, só haverá reajustes mensais".
O terceiro ponto: "Estou editando medida provisória para isenção de cobrança do eixo suspenso nos pedágios não só de rodovias federais, mas também nas estaduais e municipais".
E uma quarta decisão: "Medida provisória para garantir aos caminhoneiros autônomos 30% dos fretes da Companhia Nacional de Abastecimento [Conab]".
Ainda de acordo com Temer, em pronunciamento até 21h45 deste domingo, "praticamente todas as reivindicações dos caminhoneiros foram atendidas a partir do diálogo, o que nunca abandonamos".
Segundo a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), cabe aos caminhoneiros que iniciaram e mantiveram o movimento "de forma espontânea e inédita" aceitarem os termos do governo e efetivarem o desbloqueio total das rodovias.
RETROSPECTO
Os caminhoneiros entraram em greve na segunda-feira contra a alta dos preços do diesel. O governo federal chegou a anunciar na noite de quinta-feira um acordo para encerrar o movimento, ao garantir a subvenção do preço do diesel e reajustes a serem realizados apenas a cada 30 dias.
Mesmo com o acordo, o movimento foi mantido e na sexta-feira o governo autorizou o uso das forças nacionais para desobstruir as rodovias. E no sábado o governo anunciou que passaria a multar as empresas transportadoras paralisadas em 100 mil reais por hora.
Com potencial de agravar a situação de desabastecimento nos postos, a Federação Única dos Petroleiros e seus sindicados filiados convocaram uma greve nacional de advertência de 72 horas a partir da quarta-feira, pela redução dos preços dos combustíveis e saída do presidente-executivo da Petrobras, Pedro Parente.
Os bloqueios nas rodovias no Estado de São Paulo recuaram quase 80 por cento em 24 horas, segundo o governo estadual
