Moro na praça Rodrigues de Abreu, em Bauru. Largo da Igreja Santa Terezinha, do saudoso padre Pedro Paulo Koop. Holandês de nascimento, mas bauruense e brasileiro de coração, sempre preocupado com o povo, principalmente com os mais pobres.
Era a década de 1950, quando Bauru e o Brasil corriam pelos trilhos.
Pois bem, a igreja Santa Terezinha tem um relógio, parado, portanto quebrado há muito tempo, no alto da torre.
Como outros relógios históricos desta cidade, como o da antiga Casa Luzitana, na esquina da Gustavo Maciel com a Batista de Carvalho, prédio conservado e o relógio quebrado.
Por fim, o relógio da imensa estação ferroviária. Consertaram, definitivamente? Ou voltou a ficar parado? A grande estação, antigo cartão postal de Bauru, com seus 30 trens de passageiros diários, além dos trens de carga.
Aquela Bauru nos trilhos, décadas atrás. Como também o Brasil estendendo e modernizando suas ferrovias. Ferrovias negociadas desonestamente pelos governos a partir da década de 1990. No âmbito estadual e federal.
As nossas ferrovias viraram sucata, contraste doloroso com os trens da Europa, Ásia e América do Norte. Bauru e o Brasil vivem congestionados por amontoados de caminhões, ônibus carros e motos. Tristeza e revolta.