Política

Podemos propõe democracia representativa com povo atuante


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Aceituno Jr.
Mario Covas Neto, Renata Abreu e Raul Gonçalves no Café com Política, na tarde desta segunda-feira (28)

Lideranças estadual e nacional do Podemos estiveram nessa segunda-feira (28) em Bauru, onde foram recebidas por militantes da cidade e região, entre eles o pré-candidato a deputado estadual pela partido Raul Gonçalves Paula. A deputada federal Renata Abreu, presidente nacional do partido, e o vereador paulistano Mário Covas Neto, pré-candidato ao Senado, buscam ampliar a visibilidade do Podemos, que propõe uma nova democracia, unindo o sistema representativo (eleição do Legislativo e Executivo) ao sistema direto (população intervindo diretamente nas decisões de Estado). O podemos foi refundado com este nome em 2016 (anteriormente chamava-se Partido Trabalhista Nacional - PTN).

“A paralisação dos caminheiros e o consequente desabastecimento são decorrentes da má gestão e da corrupção desenfreada na Petrobras. A estatal estava entre as 30 maiores do mundo e hoje e caiu para 400º lugar. A nova administração é mais correta, mas a ânsia de recuperar com rapidez a Petrobras faz com que a população pague um preço elevado. A recuperação deve ser feita com mais cautela e com a consciência de que não se pode atribuir a toda a população a recuperação de algo com que ela não contribuiu. O segundo ponto é que isso não é diferente de outros movimentos de insatisfação com a classe política, governos, alta carga tributária, enfim, é um segmento, assim como nas paralisações de 2013, com o Movimento Passe Livre,” destacou Mário Covas Neto.

“Todos que vivemos a política, jornalistas também, traçam cenários futuros do quadro eleitoral, mas, agora, a menos de 6 meses da eleição não sabemos nem ao certo quem serão os candidatos. Sabemos de alguns. A insatisfação popular é de tal ordem que que podemos ter surpresas, embora menos na eleição para presidente, onde as pessoas prestam mais atenção nos candidatos. Quero crer que no final será uma escolha equilibrada de uma candidatura que represente a somatória do espectro político e não posições radicais. As posições mais radicais levarão a crises políticas futuras, porque o presidente governaria com o respaldo de apenas uma parcela da população. Então, uma candidatura mais central é melhor para todos nós”, complementa Covas," complementa Covas.

Ainda segundo ele, é preciso alguém que faça mudanças que não sejam superficiais. “Precisamos de um governo que tenha coragem de promover mudanças profundas, que tenha credibilidade e a capacidade de unir os vários interesses. E aí nós temos um candidato ideal que é o Álvaro Dias, assim como, talvez, o Geraldo Alckmin, o Rodrigo Maia, que são candidaturas mais centrais. Mas creio no Álvaro Dias (senador do Podemos), com 42 anos de vida pública, sem nenhuma mancha e alguém que pratica o que defende, como abrir mão de privilégios, como a aposentadoria de governador, e outros privilégios do Congresso”.

Covas Neto diz que o maior desafio do Podemos é “vencer a descrença de que ele pode chegar lá”.

Nova democracia

Renata Abreu afirma que o Podemos não é apenas um nome diferente, mas uma aná- lise da situação política, econômica e social do Brasil e também do mundo contemporâneo, que levou 10 anos, passando pelo fenômeno Barack Obama e outros movimentos surgidos com bandeiras similares. “Somos cidadãos do século 21 com instituições fazendo discussões do século 20, como essa polarização esquerda/direita, por exemplo, quando a sociedade, hoje, se mobiliza muito mais em causas, que são muito dinâmicas. O Podemos é um movimento de pessoas que acredita que a mudança da sociedade passa pela mudança em cada indiví- duo, através dos indivíduos. É a democracia do futuro a que propomos”, disse ao JC.

O Podemos, explica a deputada, procura canalizar para as instituições o resultado das mobilizações de diferentes setores da sociedade, como, por exemplo, projetos de lei que tenham mais de 20 mil assinaturas. “A gente acredita que a democracia do futuro será representativa com mais práticas da democracia direta, porque as novas tecnologias permitem isso. Estado mínimo, fim dos privilégios, como os foros, a educação cidadã e política nas escolas, tudo em um programa participativo, com a participação das pessoas”.

O ex-vereador Raul Paula é candidato a deputado estadual pelo Podemos, que estima uma linha de corte (votação mínima) em torno de 40 a 45 mil votos para garantir uma cadeira na Assembleia Legislativa. Raul acha que chegou a hora de Bauru recuperar uma representatividade mais ampla no Congresso e Assembleia.

Ele afirma que espera herdar o legado do deputado Pedro Tobias (PSDB), que não será candidato à reeleição. “A proximidade dele com o governador Alckmin resultou em muitas obras e benefícios a Bauru”. Também por ser médico, como Tobias, afirma ter muitas bandeiras e propostas na área da saúde e quer lutar por elas se for eleito.

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