| Câmara Municipal/Divulgação |
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| O presidente do DAE, Eric Fabris, apresentou as propostas e pediu apoio aos 17 vereadores |
O Departamento de Água e Esgoto (DAE) vai mandar para a Câmara Municipal, na próxima semana, um pacote com três projetos de lei para evitar o racionamento de água na cidade neste ano. O presidente do DAE, Eric Fabris, se reuniu com os vereadores no intervalo da sessão dessa segunda-feira (28), e apresentou as propostas. Agora, os parlamentares vão discutir o assunto, e deverão propor sugestões aos projetos que chegarão nos próximos dias a eles.
O Plano de Contingência para a estiagem foi apresentado em novembro do ano passado, mas não foi colocado em prática na época por conta do limite fiscal, problema da qual o município só conseguiu sair na semana passada. O primeiro projeto é para ajustes no Orçamento deste ano, pois esses investimentos em abastecimento de água não estavam previstos, e o DAE está usando sobras de recursos do ano passado para comprar tubulações, material que será usado em dez quilômetros de novas adutoras, e para a licitação de três poços.
O segundo projeto é o de mudança na tarifa. A ideia da autarquia era reduzir em 7,5% o valor pago pelos usuários, da maneira como foi proposto há seis meses, mas isso encontra resistência da Secretaria Municipal de Finanças, uma vez que reduziria a Receita Corrente Líquida (RCL) do município. Parte dos vereadores já falou ontem ao presidente do DAE que a medida, além de populista, prejudicaria a autarquia.
Já se avalia, agora, uma alteração apenas na distribuição dos recursos da tarifa, sem redução do valor ao consumidor, e podendo até ser zerado o montante destinado ao Fundo de Tratamento de Esgoto (FTE), que conta com R$ 190 milhões, mais que o dobro do necessário para a conclusão da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Vargem Limpa. Desta forma, o DAE aumentaria os recursos disponíveis para investimento em abastecimento de água.
O terceiro projeto de lei que o DAE pretende encaminhar é para o subsídio de caixas d'água a moradores de regiões mais altas abastecidas pelo Rio Batalha, o que já foi mostrado pelo JC. Na conversa com os vereadores, Fabris disse que a proposta é licitar a compra dos reservatórios, e distribuir em local público, com o morador tendo que apresentar documento comprovando o endereço e se comprometendo a instalar o equipamento dentro de um determinado prazo. Caso a pessoa não cumpra, o valor da caixa d'água seria cobrado na conta, com a tarifa.
BATALHA
O presidente do DAE, Eric Fabris, revelou uma informação preocupante. Em anos anteriores, as comportas da lagoa de captação do Rio Batalha eram fechadas em meados de agosto, já na reta final da estiagem. Neste ano, o DAE já teve que fechar as comportas, nos últimos dias, ou seja, praticamente todo o volume de água do Rio Batalha na região da lagoa fica retido para manter o nível do reservatório. O problema é que a estiagem ainda vai durar mais quatro meses. "Da maneira como está hoje, a cidade corre um risco de sofrer um racionamento em agosto", afirma.
Câmara Municipal deve opinar em tombamentos
A Câmara Municipal aprovou ontem, em sessões ordinária e extraordinária, projeto de lei do prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) que altera o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Bauru (Codepac). A maior alteração, contudo, se deu por emenda do vereador José Roberto Segalla (DEM), vinculando o Codepac a Câmara, e com todos os processos de tombamento de bens móveis, imóveis, culturais, entre outros, aprovados pelo Codepac, deverão ser aprovados pela Câmara, através de projeto de lei. Caso o Legislativo autorize o tombamento, a decisão final passaria ao prefeito, através de decreto. Até hoje, o tombamento sempre foi de decisão apenas do prefeito, sem passar pela Câmara. A nova lei ainda precisa ser sancionada por Gazzetta para valer no município.
Ainda nas sessões de ontem, foi aprovado o projeto de lei do vereador Markinho Souza (PP) que obriga a Secretaria de Saúde a divulgar o nome dos médicos de plantão na rede de saúde do município. Também foram aprovados dois projetos de lei do prefeito Clodoaldo Gazzetta. Um altera o acesso de professores adjunto para especialista, agora sem necessidade de prova. O outro amplia para 15 dias a licença-paternidade a servidores municipais.
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