Apesar da campanha ruim do Santos neste início de Campeonato Brasileiro, Jair Ventura tenta não perder a calma à frente do time, que foi derrotado cinco vezes e ganhou apenas duas partidas até aqui. A equipe está em 18º lugar no torneio e neste momento mostra ser um precoce candidato a lutar contra o rebaixamento, embora tenha um jogo a menos em relação aos demais clubes.
"Dar confiança para os meus atletas. É normal no futebol querer matar todo mundo quando as coisas não vão bem. Mas sabemos que quem pode dar a volta por cima é quem aqui está. Temos de ter atenção aos detalhes. Treinamos sempre na véspera. Precisamos ser mais frios no terço final. Passar tranquilidade", afirmou o treinador.
Pressionado pela torcida, que pichou a Vila Belmiro na madrugada de ontem, Jair Ventura acredita ter a receita para o time superar as adversidades. "Errar menos. Passar calma para os meninos, pressão para muitos que ainda não estão acostumados. Estão convivendo com cobranças. Natural para a vida do profissional, faz parte da maturação, que possam maturar rápido. A situação de hoje não vai ser a situação final do campeonato. Só nós vamos ser capazes de reverter isso", aponta.
A delegação do Santos desembarcou com segurança reforçada ontem, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, mas não foi incomodada por protestos. Na quinta-feira (31), porém, torcedores tentaram invadir o hotel onde os jogadores e comissão técnica estavam hospedados em Curitiba.
O Santos volta a jogar amanhã, na Vila Belmiro, contra o Vitória. Se vencer, o time paulista vai ultrapassar o adversário na classificação, mas dependeria de um empate do Bahia ou de uma derrota da Chapecoense para deixar a zona do rebaixamento. Se perderem, Atlético-PR e Botafogo também podem ser passados pelo Santos, que teria de tirar seis e quatro gols de saldo, respectivamente.
'AQUI NÃO TEM COVARDE'
Extremamento pressionado e contestado, Jair Ventura afirma que não pedirá demissão do Santos. O técnico diz que recebeu o respaldo do vice-presidente Orlando Rollo depois de mais um resultado negativo. "Se eu vou pedir demissão? Eu não peço demissão. Aqui não tem covarde para entregar o cargo. Já falei com o vice-presidente e ele deu respaldo. Essa gestão confia muito no meu trabalho em longo prazo", disse Jair, em entrevista coletiva.