Tribuna do Leitor

'Seria bom se todos fôssemos palhaços!'

Agostinho Rodrigues Júnior (O Presença)
| Tempo de leitura: 2 min

Introdução - O artista de circo que faz as pessoas rirem por algum tempo foi taxado pejorativamente de "palhaço", alguém que é detentor de pouca cultura, de pouco conhecimento... e na realidade isso não é verdade. Poderíamos dizer que o sábio aqui na história é o "palhaço", sabe fazer o povo rir com uma simples frase. O "palhaço" é um artista nobre. Nobre porque age com simplicidade e transmite pensamentos puros. Engrandecido e apreciado seja o "palhaço" de circo.

Narrativa - Peço licença a você que está lendo esse pensamento, pois o que estamos vivenciado são realizações que não nos dão nenhum tipo de satisfação e motivação para que continuemos sendo um povo dócil, amigo e solidário. O brasileiro é um povo encantador!

A tristeza não vem mais sobre mim, sobre você, somente quando algum ente querido se vai. A tristeza já é desde há muito tempo e é tida como uma espécie de calça. Aquela calça a qual todos os dias a temos que vesti-la.

A tristeza é um elemento no corpo do cidadão brasileiro. Ora pois, aquele sorriso livre e descontraído que no passado era marca, slogan nos semblantes dos brasileiro agora não existe mais. Aquela graça espontânea é, infelizmente, visivelmente vista como desgraça, e isso porque não nada mais tem graça; não sabemos sequer o que é anedota...

Ah, o "palhaço". O "palhaço" deixou de existir!

Mas, então, se o "palhaço" está quase não mais existe, o que existirá no lugar dele? Já está reinando nos rincões do nosso amado Brasil somente o "pejorativo". O "pejorativo", ele sim, O "pejorativo" é a minha realidade. Eu sou o "pejorativo- palhaço"!

Me zombam e me tiram sarro; batem no meu rosto; lançam sacos plásticos cheios de urinas e fezes sobre mim; me xingam aonde quer que eu esteja; chutam minhas costas e dão tapas em minha face... Tudo isso porque eu sou o "pejorativo-palhaço".

Eu preciso de um líder que seja capaz de sentir o que uma criança sente quando está no circo da vida e não tem um palhaço para lhe fazer rir, para lhe fazer cantar, para lhe fazer chorar de tanto rir,... Fazer-me sentir-se o verdadeiro sentido da alegria, consequentemente, sentir-me de fato a felicidade.

De quatro em quatro anos, um trem passa e me pede um voto de confiança. Se for o mesmo maquinista, vou dizer a ele que o trem da alegria de verdade é aquele que tem o palhaço semelhante a mim. O palhaço que usa peruca, nariz vermelho, sapato boca de jacaré, calça larga com suspensórios e que tem gargalhadas estridentes, ha ha ha ha ha... O palhaço que encanta desde as crianças de colo ao mais velho ancião.

Então, a bem da verdade seria bom, alias muito bom se todos fossemos palhaços - Palhaços da alegria, da paz, da solidariedade, da verdade e do amor recíproco!

 

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