Tribuna do Leitor

O 'espírito' da coisa

Mara Montezuma Assaf
| Tempo de leitura: 1 min

Nestes tempos em que grassa tanta falta de civilidade e gentileza, é comum a gente se deparar com pessoas que nos surpreendem pela mente tacanha, moldada por uma ideologia populista e cruel. Vou descrever um diálogo que mantive numa fila de caixa de supermercado com uma senhora que iniciou a conversa querendo saber quanto eu iria pagar pela cebola que estava em meu carrinho.

- Cerca de 5 reais, respondi, ela está cara mas tenho que levar pois necessito deste produto em casa. - Ah... mas se a senhora for no supermercado tal está mais barata a cebola. - Pode ser, mas eu não tenho gasolina suficiente para correr atrás de preço nesta hora que vivemos.

Ela então disparou uma gargalhada e me respondeu: - Era isso que eu queria ouvir. Esta é a lição que todos devem aprender. Que quando os pobres resolvem não trabalhar, os ricos não têm o que por na mesa!

Fui pega pela grosseria mas respondi no ato: - Pois a senhora aprenda também agora uma lição: quando os pobres quebrarem os empresário, grandes ou pequenos, não haverá mais emprego para eles e nem comida para pôr em suas próprias mesas.

Esse é o espírito da coisa de uma parcela da população. Fui topar justo com quem? Com alguém que torce pelo quanto pior, melhor!

 

Comentários

Comentários