| TCE/Divulgação |
![]() |
| Em 2017, fiscais do TCE detectaram a queima de fios para extração de cobre por coletores em Pirajuí |
Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Urbanos 2017 produzido pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e disponibilizado nesta terça-feira (5) no site do órgão revelou que, dos 49 municípios da região de abrangência do JC, 48 tiveram os seus locais de depósito de lixo considerados em condição adequada e apenas um recebeu classificação inadequada.
O levantamento foi feito a partir de visitas periódicas de técnicos das agências ambientais da Cetesb aos aterros que recebem os resíduos sólidos de cada cidade. Nesta análise, foram levados em conta aspectos como vida útil do local, estrutura da área, incluindo proteção ambiental, e ocorrências de queima de lixo a céu aberto e de restrições legais ao uso do solo.
Para ser considerado adequado, o local deve ter Índice de Qualidade de Aterro de Resíduos (IQR) entre 7,1 e 10,0. Aqueles com Índice abaixo de 7,0 foram classificados como inadequados. Na região, o único aterro nesta situação foi o de Pirajuí, com IQR 5,9. No ano passado, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) flagrou a queima de fios para extração de cobre por coletores informais no local, falta de tratamento dos resíduos antes do aterramento e indícios de que as valas não eram cobertas todos os dias.
A Prefeitura de Pirajuí informou que a atual gestão assumiu com as situações relatadas no Inventário já existentes. Segundo o município, a vida útil do aterro sanitário está chegando ao fim, o que exigiu a elaboração de projeto para novo aterro. "A documentação está em trâmite na Cetesb e, inclusive, já há área nova direcionada para isso", revela.
O Executivo anunciou, ainda, que fez o levantamento de custo de projeto para a construção de uma usina de reciclagem na cidade, que irá tratar todo lixo urbano, convertendo 20% em rejeitos, 20% em insumos e reaproveitando 60%. "Este projeto faz parte do plano geral para que Pirajuí faça parte, inclusive, do destaque como Município VerdeAzul", diz.
ADEQUADAS
As outras 48 cidades (Agudos, Arealva, Areiópolis, Avaí, Balbinos, Bariri, Barra Bonita, Bauru, Bocaina, Boraceia, Borebi, Botucatu, Cabrália Paulista, Cafelândia, Dois Córregos, Duartina, Espírito Santo do Turvo, Fernão, Gália, Garça, Guaiçara, Guaimbê, Iacanga, Iaras, Ibitinga, Igaraçu do Tietê, Itaju, Itapuí, Itatinga, Jaú, Lençóis Paulista, Lins, Macatuba, Mineiros do Tietê, Pardinho, Paulistânia, Pederneiras, Piratininga, Pongaí, Pratânia, Presidente Alves, Promissão, Reginópolis, Santa Cruz do Rio Pardo, São Manuel, Torrinha, Uru e Vera Cruz) estão em condição adequada em relação ao depósito de lixo.
NOTA 10
Pratânia foi o destaque na região, com nota 10 no Inventário. A prefeitura informou por meio da assessoria de imprensa que, desde o início de 2017, está trabalhando para adequação e melhoria constantes do aterro sanitário visando atender às exigências da Cetesb.
Segundo o diretor municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Leandro Corazza, um dos diferenciais do município é a coleta do lixo úmido realizada três vezes por semana em toda a cidade e uma vez por semana na área rural e a coleta seletiva porta a porta, que é feita uma vez por semana.
Ele explica que, além do cuidado com o aterro sanitário, o município também conta com um barracão para triagem, separação e destinação correta dos materiais recicláveis coletados. De acordo com Corazza, em média, Pratânia produz por dia três toneladas de lixo.
"Essa nota 10 é uma grande conquista para o município, mas sabemos que a nossa exigência e cobrança a partir de agora é maior, pois temos que buscar medidas e ações para manter essa nota e, com isso, garantir a destinação correta dos resíduos do município", declara o prefeito Davi Pires Batista (PPS).
NO ESTADO
O Inventário revelou que 615 municípios paulistas, o que representa 96% do total do estado, dispõem seus resíduos sólidos urbanos de forma adequada, e 25, ou 4% da totalidade, ainda dispõem de forma inadequada. Em 2016, eram 601 municípios dispondo de forma adequada e 38 inadequadamente.
Em 2011, 492 municípios destinavam adequadamente seus resíduos e 153 em desacordo. Em termos de quantidade, o documento atesta que, no último ano, 98% do total das 40 mil toneladas diárias foram dispostas de forma adequada nos aterros. No ano anterior, esse índice foi de 97,4%.
