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Bauru tem o 1.º caso autóctone de chikungunya de sua história

Ana Beatriz Garcia e Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

Foi confirmado ontem o primeiro caso de febre chikungunya autóctone (contraído na própria cidade) na história de Bauru. Trata-se de uma mulher de 42 anos, moradora do Jardim Marambá e que apresentou os primeiros sintomas em 9 de maio. A paciente, cuja identidade não foi divulgada, já teve alta.

As queixas apresentadas pela mulher foram febre, cefaleia (dor de cabeça), mialgia (dor muscular), artralgia (dor articular) intensa, artrite e dor retro-orbital.

Este é o segundo caso da doença registrado na cidade. O primeiro foi em 2016, mas importado já que a paciente teria contraído a doença durante uma viagem que fez a Malta e Patos, duas cidades do Estado da Paraíba.

Secretário municipal da Saúde, José Eduardo Fogolin explica que o primeiro caso autóctone merece atenção, uma vez que é a comprovação de que o vírus está circulando na cidade. "Já era algo esperado. No Norte e, principalmente, no Nordeste, tem muitos casos. Recentemente, teve registro em Marília. Então, era algo que esperávamos".

Ele, contudo, afirma que o registro não deve ser motivo para pânico e que não há nada que indique um possível surto. "No boletim epidemiológico estadual mais recente, eram 78 casos em todo o Estado. Nós vamos seguir com nossas ações de bloqueio nos bairros de maior índice do Aedes e com todas as nossas demais ações para combater o mosquito", complementa.

Se o primeiro caso autóctone não é motivo para pânico, Fogolin destaca que deve ser usado para ampliar a prevenção e alerta. "A população deve continuar combatendo o Aedes e os criadouros do mosquito. E, ao sentir os sintomas, procurar o sistema de saúde", conclui o secretário municipal.

DIAGNÓSTICO

A chikungunya tem uma sintomatologia parecida com a da dengue. Elas pertencem a grupos virais diferentes, mas ambas são caracterizadas por febre alta e repentina, dor de cabeça e muscular, erupções na pele, vômitos e diarreia. O diagnóstico é feito por meio de exame de sangue específico.

O tratamento é realizado com a administração de analgésicos e antitérmicos, além de hidratação constante. Em alguns casos, há necessidade de introduzir medicamentos anti-inflamatórios e até fisioterapia.

PREVENÇÃO

A febre chikungunya é uma infecção transmitida pelo vírus Chikungunya (CHIKV), que é um arbovírus, ou seja, um vírus transmitido por artrópodes. No caso específico da febre chikungunya, o artrópode que transmite o vírus são os mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.

Para se evitar doenças como a dengue, a zika e a chikungunya, recomenda-se combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a procriação do mosquito transmissor da doença. Para isso, é importante tirar a água de latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas dágua, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros.

Em caso de suspeita de chikungunya (veja os sintomas no quadro acima), o usuário deve procurar qualquer unidade de saúde do município para atendimento.

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