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E se ao invés de combustível fosse a água?

Sidney Aguiar
| Tempo de leitura: 2 min

Em dez dias de paralisação dos profissionais de transporte pesado, o Brasil agonizou um sufoco para suprir as demandas de combustíveis, insumos e logísticas de produtos acabados em geral. Pelas redes sociais, jornais e TVs, acompanhamos que as fábricas foram desligadas, as exportações pararam, não entravam e nem saíam produtos e perdemos milhões em divisas em decorrência da paralisação (com razão), dos caminhoneiros.

Mas e se nós tivéssemos de enfrentar um racionamento generalizado de água (como ocorrem em diversas partes do Brasil), estaríamos preparados? Não! Nós não estamos preparados para a falta de energia e nem de água! São duas importantes matrizes do dia a dia da vida de qualquer pessoa ou indústria e que podem em algum momento sofrer interrupções, seja por questões naturais, antrópicas ou políticas, como foi o caso da paralisação de um setor importante da economia brasileira, como é o de transporte rodoviário pesado.

Comboios de caminhões-tanques foram escoltados pela Polícia Militar e pelas Forças Armadas para garantir a manutenção do mínimo do cotidiano das pessoas. As escoltas armadas nos deram a impressão da vulnerabilidade do qual estamos sujeitos nessas interrupções e totalmente dependentes das fontes de energias. Aquelas teorias ambientalistas apocalípticas sobre a escassez de água poderá acontecer? Claro que sim! Caso não tenhamos políticas públicas convergentes com os setores públicos, classe empresarial e comunidades, poderemos um dia ver guerras para a obtenção de água.

O que pode algum dia trazer conflitos em função da posse da água é a falta de gestão dos recursos hídricos muito comum no Brasil, que possui uma das maiores reservas hídricas mundiais e não sabe ou não quer investir no gerenciamento das águas. Israel é um país encravado no deserto do Oriente Médio, é a nação que mais investe em gestão de águas e sabe como ninguém gerenciar esse bem, que no Brasil é desperdiçado.

Por fim, é bom refletirmos sobre esses dias de escassez de combustíveis e como seria se tivéssemos de enfrentar dez dias sem água para consumo e higienes pessoais. Assistimos em alguns casos enfrentamentos pessoais por causa de cinco litros de gasolina, mas como seria ou o que viria a ser se um dia não tivéssemos mais acesso ao corriqueiro hábito de abrir uma torneira e não ter a água! E se acontecer?

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