Tribuna do Leitor

Moção de repúdio ao cerceamento à liberdade de organização (greve) na UNESP

Servidores técnico-administrativos em greve do câmpus Bauru
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Nós, servidores técnico-administrativos em greve, reunidos em assembleia no dia 8 de junho de 2018, manifestamos publicamente nosso repúdio ao cerceamento à liberdade de manifestação que estamos sofrendo, desde que recebemos o comunicado da reitoria sugerindo, antes mesmo do início do movimento de greve, aos diretores de unidade cortar o ponto dos servidores que forem identificados, pelos supervisores, compondo o movimento grevista, este, deflagrado a partir de 28 de maio deste ano.

Nos indigna, pois, em todos os anos de luta, nunca havíamos sofrido uma medida tão autoritária e antidemocrática como esta que, a nosso ver, visa constranger os trabalhadores em greve e, assim, enfraquecer, a luta da categoria. Em Bauru, inclusive, houve um caso em que um chefe de departamento pediu exoneração do cargo por não concordar com a orientação de indicar os nomes dos servidores em greve, fato que, segundo a direção da unidade, poderia implicar no crime de prevaricação.

Nossa Universidade vive um momento bastante delicado. Nós servidores técnico-administrativos, estamos, atualmente, sem plano de carreira definido, com salário congelado há três anos (e com um reajuste insatisfatório em 2018) e sem a garantia de que receberemos nosso 13º salário neste ano. Além disso, sofremos com a falta de contratação de servidores técnico-administrativos e docentes implicando em aumento da carga de trabalho. Portanto, motivos para a greve não nos faltam.

Queremos, pois, dado que ainda vivemos um estado democrático de direito, que sejam garantidas nossas liberdades de expressão e manifestação, através deste movimento legítimo deliberado por nossa categoria. Aproveitamos, então, este documento para fazer um chamado a todos os servidores técnico-administrativos, docentes, estudantes e diretores de todas as unidades da Unesp a se juntarem a nós na luta: -Pela manutenção da universidade pública, laica e de qualidade; - Por mais verbas para a educação pública; -Por uma politica de permanência estudantil que, realmente atenda às demandas dos estudantes das universidades públicas.

Nossa luta é legítima, pois a universidade pública e de qualidade é fundamental para a construção de uma sociedade justa e igualitária. Liberdade de expressão e manifestação já!

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