Regional

Botucatu tem primeira morte por H1N1

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Divulgação
Os dois pacientes com H1N1 ficaram internados no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina

Botucatu registrou a primeira morte neste ano em decorrência da gripe A (H1N1). A vítima, um jovem de 19 anos, não fazia parte do grupo alvo da campanha de vacinação. A Secretaria Municipal de Saúde também confirmou a doença em um bebê de sete meses, que chegou a ficar internado no Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina, mas já teve alta.

Os dois primeiros casos de H1N1 de 2018 foram divulgados na tarde desta quinta-feira (21), quando ficaram prontos os exames realizados pelo Instituto Adolfo Lutz. O jovem de 19 anos que não resistiu à doença era morador da cidade e também chegou a ficar internado no HC, mas morreu no último dia 7.

Ele não tinha problemas de saúde, como diabetes, obesidade, pressão alta ou problemas respiratórios e cardíacos. Em razão disso, não estava incluído no grupo prioritário da campanha de vacinação definido pelo Ministério da Saúde. Segundo a prefeitura, a família do jovem já foi comunicada sobre o diagnóstico.

"Lamentamos esta situação e solicitamos a população presente no grupo de risco que procure as unidades de saúde e se previna. Entramos em contato com a Vigilância Epidemiológica Estadual e solicitamos reforço no quantitativo de vacinas para a próxima semana", conta o secretário da pasta, André Spadaro.

Em 2016, Botucatu teve 73 casos notificados, sendo 15 confirmados para H1N1 (dentre estes, quatro resultaram em óbitos). Em 2017, foram quatro casos notificados e nenhum confirmado.

CAMPANHA

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe tem, desde a última segunda-feira (18), novos grupos alvos. Conforme determinação do Ministério da Saúde, crianças de 5 a 9 anos e adultos entre 50 e 59 anos também serão imunizados. Idosos, gestantes, puérperas (até 45 dias pós-parto), doentes crônicos, professores, trabalhadores da saúde e crianças de seis meses a cinco anos continuam recebendo as doses.

O secretário de Saúde revela que somente a meta de vacinação dos professores e puérperas foi atingida. "Apenas 74,5% da população de risco se vacinou contra a gripe, número abaixo da meta estipulada pelo Ministério da Saúde, que é de 90%. A situação das crianças é a mais preocupante, com apenas 44% de cobertura entre 6 meses a 5 anos de idade", declara.

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