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Com um a menos, Alemanha marca no final, vira sobre Suécia e "ressuscita" no Mundial


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Hannah McKay/Reuters
Toni Kroos e Marco Reus, autores dos gols da virada alemã, vibram na eletrizante partida contra Suécia, em Sochi

No jogo mais dramático da Copa do Mundo da Rússia até agora, com direito a expulsão, defesas incríveis, gol nos minutos finais e erro de arbitragem, a Alemanha, em crise, com um jogador a menos e perto de ser eliminada do torneio, conseguiu renascer no Mundial. A atual campeã do mundo buscou um resultado para se reerguer e se manter viva na disputa. Toni Kroos, nos acréscimos, garantiu os 2 a 1 sobre a Suécia, no Fisht Stadium, em Sochi, e a reação do time que havia perdido na estreia por 1 a 0 para o México.

A determinação da Alemanha foi fundamental para evitar o vexame de cair na primeira fase pela primeira vez em 80 anos. A Suécia começou melhor e abriu o placar, porém pela tamanha fixação em defender sem ter opções de contra-ataque, acabou punida no final Toni Kroos, que havia falhado no gol sueco, colocou a bola no ângulo para garantir a virada e a sobrevivência. Na última rodada, os alemães enfrentam a Coreia do Sul, enquanto que os suecos encontram os mexicanos. Todos ainda têm chances de classificação.

JOGO

A vitória do México mais cedo sobre a Coreia do Sul obrigava a Alemanha a vencer para não chegar à ultima rodada na dependência de outro resultado. Uma pressão traduzida em ataques e velocidade no começo da partida. Apenas nos 10 primeiros minutos, foram três chegadas à pequena área da Suécia, uma blitze que parecia fadada a resultar em gol a qualquer instante

A resistência sueca foi grande neste início, incentivada principalmente pela animada e musical torcida de amarelo em Sochi. Se chutes para lateral e desarmes já causavam alvoroço, quando Berg saiu livre na cara de Neuer e foi calçado e empurrado por Boateng dentro da área e a arbitragem não marcou o pênalti claro, houve revolta de jogadores e torcedores suecos. Mais uma vez polêmica, porque o VAR não foi usado para revisar a jogada. 

O lance inflamou os prejudicados suecos e foi uma espécie de divisor de águas no jogo. Os jogadores grandalhões, de pouca técnica e então presos ao rígido 4-4-2, começaram a se soltar. Confiante e acostumada a derrotar favoritos, como fez nas Eliminatórias diante de Holanda e Itália, a Suécia começou a avançar e trocar passes. Aos 31 minutos, o gol saiu em uma bonita jogada. O regular Toni Kroos, cérebro da Alemanha, errou o passe, os suecos tabelaram e o atacante Toivonen, de 1,92 metro, teve a sensibilidade de tocar por cobertura para enganar o goleiro Neuer.

Os alemães quase empataram em chute de Gundogan desviado em Ekdal, mas o goleiro Olsen fez boa defesa. No rebote, Lustig travou tentativa de Muller e mandou para escanteio. O último lance de perigo do primeiro tempo foi sueco, com Berg cabeceando no canto e Neuer fazendo grande defesa.

Logo aos três minutos do segundo tempo, Marco Reus finalizou de joelho para empatar. O jogo continuou tenso para a Alemanha. A Suécia demonstrou resistência e paciência extremas para aguentar o sufoco, não se desorganizar e esperar o momento certo para contragolpear. Quando conseguiam, a finalização saía torta. O drama alemão aumentou aos 36 minutos, Boateng levou o segundo cartão amarelo e forçou a equipe a ficar com um a menos em campo.

Logo no lance seguinte, a Suécia quase marcou e Neuer, mesmo escorregando, fez outra importante defesa, mandando para escanteio. Mesmo com um a menos, no entanto, a Alemanha não desistiu. Gomez cabeceou e parou em Olsen.

Os acréscimos foram eletrizantes. Brandt carimbou a trave esquerda do goleiro sueco. No último suspiro, porém, veio a salvação. Durmaz fez uma falta infantil na lateral da área e Kroos chamou a responsabilidade. Tocou curto para Reus, que pisou e viu o meia acertar o ângulo com chute em curva, consolidando a virada dos alemães para reacender a esperança de um time que por pouco não viu a sua chama apagar.

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