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| Abertura da CEI foi aprovada por unanimidade pela Câmara de Dois Córregos na segunda-feira |
A Câmara de Dois Córregos (73 quilômetros de Bauru) aprovou por unanimidade nesta segunda-feira (25) a instauração de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar supostas irregularidades em concurso público realizado pela prefeitura no início deste ano para preenchimento de vagas em 35 cargos.
O pedido foi feito pela vereadora Maria Christina Cury Vieira Coelho (PSD). De acordo com ela, candidatos que participaram do concurso lhe procuraram para denunciar situações que poderiam levantar suspeitas sobre a regularidade do processo. "A gente orientou essas pessoas a fazerem essas queixas nos locais devidos", explica.
Com medo de eventuais represálias, a vereadora conta que os candidatos não formalizaram as denúncias. "Visto essa dificuldade e o descontentamento, eu decidi propor a CEI porque, quando nós convocarmos essas pessoas, elas serão obrigadas a ir e dar o nome", diz. Aí podemos efetuar essa investigação de uma maneira oficial".
Mesmo com quatro assinaturas, o pedido de abertura da CEI foi submetido ao plenário e acabou aprovado pelos nove parlamentares. Além de problemas na organização das provas, os vereadores irão apurar se três familiares do prefeito Ruy Diomedes Favaro (PTB) aprovados no concurso teriam sido favorecidos de alguma forma.
De acordo com Maria Christina, que é membro da CEI, o presidente será Dinho Spirito (PPS). Os demais membros são Mara Valdo (PTB), Pastor Celso (PSC) e Tião Mazziero (PTB). A primeira reunião foi marcada para esta quarta-feira (27). O prazo para conclusão dos trabalhos é de 45 dias, prorrogáveis por igual período. "Nós vamos trabalhar no recesso", adianta a parlamentar.
OUTRO LADO
Por meio de nota, o prefeito de Dois Córregos informou que exerceu três mandatos de vereador e que respeita a decisão tomada pelo Legislativo de "buscar esclarecimentos, pelos instrumentos que possui, sobre situações que entende existir eventuais dúvidas".
Ela ressaltou, ainda, que o concurso foi realizado por empresa contratada por licitação, "inclusive em cumprimento ao disposto no artigo 198 da Lei Orgânica do Município, que veda que comissões organizadoras de concursos públicos sejam formadas por servidores ou agentes políticos".
