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Jovem deficiente é estuprada após marcar encontro no Face

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

Um rapaz de 18 anos foi preso, na noite desta segunda, acusado de estuprar uma jovem com deficiência intelectual, na Vila Industrial, em Bauru. O indiciado conversava com a vítima, de 21 anos, pelo Facebook e a atraiu até uma sorveteria. De lá, a levou para um terreno baldio e a violentou. O celular da garota também foi levado.

Segundo o registro policial, a jovem teria saído de casa avisando aos familiares que iria tomar um sorvete, nas proximidades, sem contar, porém, que encontraria uma pessoa.

Ela retornou só após uma hora e meia, chorando e pedindo ajuda, alegando que fora abusada. A mãe constatou que havia sangramento na vagina da vítima, chamou a polícia e a levou para receber cuidados médicos na Maternidade Santa Isabel.

Para a mãe e para os policiais, a jovem, em um primeiro momento, acusou um tio, de 51 anos, pelo abuso. A PM foi até a casa do parente e ele alegou que não era verdade. Inclusive, apresentou provas que estava trabalhando em outro local naquele horário. Ele foi levado para prestar depoimento na delegacia, onde continuava afirmando que era inocente.

Mais tarde, após passar pelo atendimento médico, a vítima foi levada até a delegacia para os policiais apurarem o que, de fato, teria ocorrido. Ela voltou a acusar o tio. Mas a Polícia Civil, ao acessar o Facebook da jovem, constatou uma conversa dela com um rapaz de 18 anos, que teria conhecido há pouco tempo, virtualmente.

No histórico, constava que eles tinham combinado um encontro na sorveteria. Havia também, nas conversas, um diálogo de cunho sexual. O acusado, naquele momento, já havia bloqueado a vítima.

A PRISÃO

De acordo com o boletim de ocorrência, uma equipe policial foi até o endereço do suposto agressor, na Vila Nova Esperança, e a porta de seu apartamento estava entreaberta. Nisso, foi possível avistar, segundo a polícia, o acusado tentando esconder o celular que roubou da moça.

Questionado sobre o aparelho, ele alegou, constrangido, que havia achado o telefone perto de uma escola e já teria trocado o chip, apagado arquivos e 'resetado' o telefone. Diante dos fatos e após o questionamento sobre o estupro, o jovem ainda tentou fugir, mas foi algemado e preso.

O caso foi registrado na Polícia Civil pelo delegado Luiz Cláudio Massa. Ele destacou no BO que "é nítida a constatação do atraso mental da vítima, a qual mal consegue expressar uma frase, não sendo admissível que o autor não tenha observado tal distúrbio e, ainda assim, mantido relação sexual com a mesma".

O agressor foi autuado por estupro de vulnerável e permaneceu preso. Para evitar constrangimento à vítima, nomes foram preservados.

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