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Câmara pede compra de leitos hospitalares


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João Rosan
Hospital de Base integra a rede pública que não consegue atender a toda a demanda por vagas

A necessidade de aumento de vagas para internação hospitalar em Bauru, principal reivindicação de todos os prefeitos da região, ganha mobilização e por incursão junto à Promotoria Pública. A pendência, principal reivindicação regional apresentada na audiência pública realizada nos últimos dias pela Comissão de Economia e Orçamento da Assembleia Legislativa paulista (Alesp), gerou movimentação de gestores da saúde, do Poder Executivo e da Câmara Municipal.

Na sessão da última segunda-feira da Câmara Municipal, vários parlamentares se dedicaram ao tema. Contudo, a antiga demanda por leitos hospitalares ganhou como "fato novo" a defesa pela contratação de vagas junto à iniciativa privada. Entretanto, os parlamentares salientam que as internações em alta e média complexidade devem ser cobradas junto ao governo do Estado de São Paulo.

O presidente da Câmara, vereador Sandro Bussola (PDT), fez discurso enfático pela medida. "Faltam muitos leitos hospitalares e o governo do Estado é quem tem de dar resposta pela ausência de vagas. A CROS - Central de Regulação - é um demônio que define quem terá oportunidade de viver e quem estará à sorte de morrer a qualquer instante sem ao menos ter a oportunidade de receber o tratamento intensivo adequado. É preciso que nos mobilizemos pela resolução disso. E não dá pra esperar. Um caminho objetivo é pedir apoio da Promotoria para que sejam realizadas ações no sentido de o governo do Estado contratar o serviço de vagas para internação hospitalar, inclusive junto às unidades particulares", afirmou.

Para Bussola, o referencial utilizado pelo Executivo para comprar vagas particulares na área de educação deve ser utilizado, mas pelo Estado nesse setor, também para a saúde. "Vamos ficar esperando mais pessoas morrerem? Não dá. O Ministério Público Estadual acionou conjuntamente prefeitura e Estado, em ação judicial pela obrigação de gerar vagas de internação. Mas nós sabemos que essa obrigação pela internação em serviços de saúde de lata e média complexidade é do Estado. Vamos mobilizar os órgãos gestores, a Promotoria, para defender medida judicial atualizada pela compra de vagas particulares pelo Estado junto a empresas privadas que atendem em Bauru", elenca. 

O vereador Coronel Meira (PSB) reforçou a medida em audiência pública realizada pela Comissão de Finanças e Orçamento da Assembleia Legislativa Paulista na semana anterior. Ele chegou a debater com o deputado estadual Pedro Tobias em defesa de vagas adicionais e, ainda, lembrou da defasagem de leitos públicos oferecidos na rede bauruense, como no Hospital de Base e no Hospital Manoel de Abreu (que espera por projeto executivo e reforma há meses). 

Para Telma Gobbi (SD), a questão não pode esperar. Ela endossou manifestação de colegas pela abertura de vagas adicionais para suprir a demanda e lembrou que a promessa de abertura do Hospital das Clínicas para atender à Faculdade de Medicina da USP em Bauru não é para agora. Natalino da Pousada (PV) também reiterou a necessidade por contratação de vagas e ainda apresentou demandas no setor na audiência da Alesp. Fábio Manfrinato (PP) foi na mesma linha, assim como outros vereadores, como José Roberto Segalla (DEM). "O prefeito precisa fazer a sua parte. O governador Márcio França esteve aqui e por qual razão o prefeito ao menos não o convidou para ver o prédio do HC/USP?", indagou. 

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